Um encontro aparentemente informal, regado a feijão e farinha no fim da noite, ganhou peso político e passou a ser lido como mais um movimento estratégico de olho nas eleições de outubro. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, recebeu o ex-vice-prefeito do Rio Adilson Pires em sua cidade, num gesto que sinaliza articulações mais amplas envolvendo o Palácio Guanabara e a presidência da Assembleia Legislativa do Rio.
A reunião foi registrada pelo próprio Quaquá em uma postagem nas redes sociais.
“Feijão com farinha no fim da noite! Gosto de estar entre amigos. Estou com meu grande irmão Adilson Pires, que é membro do Diretório Nacional do PT junto comigo. Adilson é ex-vice-prefeito do querido Eduardo Paes no Rio e foi várias vezes vereador na capital, Rio. Adilson tem muita experiência e é nossa aposta certeira para a presidência da Alerj na próxima legislatura! Ele é homem de confiança também do Eduardo Paes e nossa melhor escolha política! Somos leais, temos seriedade, compromisso com o povo e com Lula!”, escreveu.
Nos bastidores, a leitura é de que o movimento pode representar uma jogada calculada do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A eventual ascensão de Adilson Pires à presidência da Alerj permitiria a Paes atender a dois objetivos simultâneos: fortalecer o PT no comando do Legislativo estadual e, ao mesmo tempo, manter à frente da Casa um aliado histórico e de sua confiança.
A relação entre Paes e Pires é antiga. O ex-vice-prefeito integrou a chapa vencedora de 2016 e construiu trajetória política com forte diálogo tanto com o PT quanto com o atual prefeito da capital. Para aliados, essa ponte política pode facilitar acordos institucionais e ampliar a governabilidade no Estado.
O encontro em Maricá também reforça que o PT pretende apostar em Adilson Pires como um de seus principais nomes para a disputa do Legislativo estadual. A estratégia passa, necessariamente, pelo desempenho eleitoral tanto de Paes quanto de Pires, já que a consolidação desse desenho político depende da vitória nas urnas. Com o aval público de Quaquá e a sinalização de alinhamento com o presidente Lula, a articulação ganha musculatura e coloca o comando da Alerj no centro das negociações que envolvem o futuro político do Estado e a corrida pelo Palácio Guanabara.
*Com informações da Agenda do Poder






