Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Operação Lei Seca registra 249 casos de alcoolemia no fim de semana
Estado
Operação Lei Seca registra 249 casos de alcoolemia no fim de semana
Menina de 10 anos está desaparecida há seis dias em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Menina de 10 anos está desaparecida há seis dias em Nova Iguaçu
Servidores do Detran-RJ iniciam greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (7)
Estado
Servidores do Detran-RJ iniciam greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (7)
Nova York declara emergência após avanço do sarampo e amplia vacinação
Mundo
Nova York declara emergência após avanço do sarampo e amplia vacinação
Quatro réus vão a júri popular pela morte de policial civil em Niterói
Estado
Quatro réus vão a júri popular pela morte de policial civil em Niterói
Mega-Sena pode pagar R$ 92 milhões nesta terça-feira
Geral
Mega-Sena pode pagar R$ 92 milhões nesta terça-feira
Anvisa proíbe venda e uso de canetas de tirzepatida sem registro
Saúde
Anvisa proíbe venda e uso de canetas de tirzepatida sem registro
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Quatro réus vão a júri popular pela morte de policial civil em Niterói

Entre os réus estão Fábio de Oliveira Ramos e Felipe Ramos Noronha, que eram policiais militares na época do crime

Siga-nos no

A Justiça decidiu que quatro acusados pela morte do policial civil Carlos José Queiroz Vianna serão julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão é da 3ª Vara Criminal de Niterói e mantém no processo dois ex-policiais militares e outros dois investigados. Ainda não há data marcada para o julgamento.

Entre os réus estão Fábio de Oliveira Ramos e Felipe Ramos Noronha, que eram policiais militares na época do crime. Segundo a investigação, os dois teriam participado do monitoramento da vítima antes do assassinato. Fábio, que era lotado no 3º BPM, no Méier, é acusado de acompanhar os passos do policial, dirigir o veículo utilizado na fuga e transportar armas e placas clonadas. Felipe, que pertencia ao 15º BPM, em Duque de Caxias, também teria participado do monitoramento e da execução.

Também irão a júri Mayck Júnior Pfister Pedro e Dênis da Silva Costa. De acordo com a investigação, Mayck teria registrado a rotina de Carlos José, inclusive nas proximidades da 29ª DP, em Madureira, onde o policial trabalhava, e da casa dele, em Piratininga.

Já Dênis é apontado como integrante do grupo que acompanhou a movimentação após o homicídio. A investigação afirma que ele teria atuado como “batedor” e participado da tentativa de destruir o Jeep Compass usado na fuga. Impressões digitais encontradas em um veículo e imagens de câmeras teriam ajudado a polícia a identificá-lo.

Os quatro acusados respondem por homicídio triplamente qualificado e adulteração de placa de veículo.

A juíza Juliana Grillo El Jaick destacou que a decisão de levar os acusados a júri não significa uma conclusão sobre a culpa. Segundo a magistrada, nesta fase é analisado se existem elementos suficientes para que a acusação seja submetida aos jurados. A definição sobre a responsabilidade dos réus caberá ao Tribunal do Júri.

Kiko é inocentado e deixa a prisão

O quinto denunciado, José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko, teve uma decisão diferente. Preso desde janeiro, sob suspeita de coordenar o assassinato, ele foi inocentado por falta de elementos considerados suficientes para demonstrar sua participação no crime.

Segundo a decisão, não foram encontradas na casa dele armas, munições, placas clonadas ou dinheiro relacionado ao homicídio. Também não haveria provas que o colocassem diretamente no monitoramento realizado antes da morte. Com a impronúncia, a Justiça determinou a soltura e Kiko deixou a prisão.

A investigação sobre quem teria ordenado a morte do policial continua. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí analisa materiais apreendidos e informações obtidas a partir da quebra de sigilo de celulares.

Fábio e Felipe também foram expulsos da Polícia Militar em agosto, após decisão do Conselho Disciplinar. Segundo a corporação, os dois cometeram transgressão disciplinar grave relacionada ao envolvimento com veículos furtados, roubados ou clonados e ao porte ilegal de arma de fogo.

As investigações apontaram ainda que armas apreendidas com os suspeitos podem ter relação com outros dois homicídios ocorridos no estado, em 2023 e 2024. Os casos continuam sob investigação da Polícia Civil.

A defesa dos acusados nega as acusações ou busca questionar medidas judiciais, e as manifestações dos advogados devem ser consideradas no andamento do processo.