As receitas totais do governo federal devem alcançar R$ 3,24 trilhões em 2026, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa da equipe econômica, se confirmada, representará o maior patamar da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, iniciada em 1997.
O percentual será o maior registrado em cerca de 30 anos e supera os níveis observados desde o início da série.
Os dados constam na proposta de Orçamento da União para 2027, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional. O documento também prevê um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas no próximo ano.
Para 2027, a expectativa da área econômica é de uma pequena redução na participação das receitas totais em relação ao tamanho da economia. A previsão é de arrecadação de R$ 3,46 trilhões, o equivalente a 23,4% do PIB.
Apesar da queda percentual projetada, o valor nominal das receitas deve aumentar em relação a 2026. A diferença é explicada pelo crescimento esperado da economia e pela ampliação do valor do PIB.
A projeção de receitas em patamar recorde reforça a importância da arrecadação para o equilíbrio das contas públicas. Ao mesmo tempo, o governo aposta no crescimento das receitas e no controle das despesas para alcançar o resultado fiscal previsto na proposta orçamentária de 2027.








