As obras de restauração da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro do Rio de Janeiro, foram retomadas após ficarem paralisadas desde janeiro por falta de recursos. A continuidade dos trabalhos foi possível após a aprovação de verbas do Fundo Soberano do Estado do Rio. O projeto tem investimento de R$ 72,1 milhões.
Segundo o restaurador responsável, Cláudio Sacramento, esta é a primeira reforma geral da Catedral desde a construção do templo, há cerca de 50 anos. A intervenção inclui a recuperação da fachada externa, dos vitrais e de outros elementos da estrutura. A primeira etapa está na fase final, e vários trechos da fachada já foram restaurados.
Os seis sinos do campanário também passaram por restauração e afinação. As peças pesam entre 300 quilos e três toneladas e meia e devem voltar à torre até 14 de novembro, quando a previsão é que toquem juntos para celebrar o Jubileu de Ouro da Catedral.
Outra novidade será a automatização dos sinos. Com as adaptações elétricas, o acionamento poderá ser feito por meio de um botão, sem a necessidade de movimentar as cordas manualmente.
O trabalho também inclui a restauração dos quatro grandes conjuntos de vitrais coloridos, compostos por milhares de peças de vidro importado. Cada peça é retirada individualmente e levada a um ateliê no subsolo da Catedral, onde passa por limpeza ou substituição, quando necessário.
Considerada um dos principais símbolos da arquitetura modernista do Rio, a Catedral recebe cerca de 6,2 mil visitantes por dia, o equivalente a aproximadamente 3,8 milhões de pessoas por ano. A previsão é que todas as etapas da restauração sejam concluídas até julho de 2027.








