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Rejeição a operações policiais cresce e 73% desaprovam ações em favelas do Rio

Moradores do Alemão, Penha, Maré e Rocinha afirmam que operações com confronto armado não aumentam a segurança

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reprodução

As operações policiais realizadas em grandes comunidades do Rio de Janeiro enfrentam forte rejeição entre os moradores. Um levantamento inédito, que será divulgado oficialmente nesta quarta-feira, revela que 73% da população de quatro dos principais complexos de favelas da capital fluminense desaprova as ações policiais nesses territórios.

O estudo ouviu moradores do Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Maré e Rocinha, regiões que concentram parte significativa da população que vive em favelas na cidade e que frequentemente são alvo de operações com confrontos armados.

Além da rejeição às operações, os números mostram um índice ainda maior de insatisfação em relação à forma como as ações são conduzidas. Segundo a pesquisa, 92% dos entrevistados desaprovam a condução das operações policiais nas comunidades.

Sensação de insegurança nas comunidades

O levantamento também revela que 95% dos moradores acreditam que as operações não contribuem para aumentar a segurança das famílias que vivem nas áreas afetadas pelas ações policiais.

A pesquisa recebeu o título “Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam operações policiais com confronto armado?” e foi realizada em janeiro deste ano, em duas etapas: qualitativa e quantitativa.

Ao todo, 4.159 moradores participaram do estudo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A iniciativa foi organizada por seis entidades com atuação direta nas comunidades pesquisadas: Fala Roça, Frente Penha, Instituto Papo Reto, Instituto Raízes em Movimento, Redes da Maré e A Rocinha Resiste.

O estudo também contou com apoio de instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil, entre elas a Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, a Fundação Tide Setúbal, o Universidade Federal Fluminense, o Instituto Fogo Cruzado e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Os quatro conjuntos de favelas analisados representam cerca de 21% da população que vive em comunidades na cidade do Rio de Janeiro e estão entre os territórios mais impactados por operações policiais frequentes.