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Ricardo Couto endurece regras para aplicação de dinheiro público e amplia fiscalização dos investimentos

Nova norma restringe aplicações financeiras a instituições de maior porte, exige divulgação periódica dos investimentos

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Foto: Reprodução

O governador em exercício do Estado do Rio, desembargador Ricardo Couto, publicou um decreto que estabelece novas regras para a aplicação de recursos financeiros pelos órgãos do Estado do Rio de Janeiro. A medida cria critérios mais rigorosos para investimentos realizados pela administração pública e amplia os mecanismos de transparência e responsabilização na gestão do dinheiro público.

A nova regulamentação atinge secretarias, autarquias, fundações, fundos estaduais e empresas públicas, que passam a seguir exigências mais restritivas para a aplicação de recursos em renda fixa. A intenção do governo é fortalecer a segurança financeira das operações realizadas com verbas estaduais e reduzir a exposição a riscos de mercado.

Critérios mais rígidos para investimentos

Pelas novas regras, as aplicações financeiras deverão ser concentradas em bancos públicos federais ou em instituições classificadas pelo Banco Central no segmento S1, categoria que reúne os maiores conglomerados financeiros do país.

A medida representa uma mudança importante na política de investimentos do estado, ao limitar a possibilidade de utilização de instituições financeiras que não atendam aos critérios estabelecidos pelo decreto. Segundo o governo, o objetivo é garantir maior proteção aos recursos públicos e uniformizar os procedimentos adotados pelos diferentes órgãos estaduais.

O decreto também endurece as exigências para os responsáveis pela gestão financeira. Diretores, integrantes de comitês de investimento, procuradores e demais agentes envolvidos na aprovação das aplicações poderão responder por decisões que contrariem as determinações estabelecidas pela nova norma. A iniciativa busca fortalecer a governança e ampliar os mecanismos de controle sobre operações financeiras realizadas com recursos do estado.

Outro ponto central do decreto é a ampliação da publicidade das informações relacionadas aos investimentos públicos. A cada seis meses, os órgãos estaduais deverão divulgar relatórios detalhados contendo dados sobre instituições financeiras utilizadas, valores aplicados, taxas de rendimento e custos administrativos das operações.

O caso Banco Master provocou uma mudança significativa na política de investimentos do governo do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é evitar que situações semelhantes voltem a colocar em risco recursos públicos.

O caso ganhou repercussão após investigações e auditorias apontarem que aproximadamente R$ 3 bilhões vinculados ao Rioprevidência foram aplicados, direta ou indiretamente, em operações ligadas ao banco. Paralelamente, uma auditoria identificou prejuízos estimados em R$ 220 milhões na Cedae decorrentes de investimentos na mesma instituição.