O Governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou um importante reforço para as forças de segurança pública. Foi publicado no Diário Oficial o contrato para a aquisição de 10.610 fuzis de última geração, que serão destinados às polícias Militar, Civil e Penal. O investimento total é de R$ 70 milhões e conta com uma origem emblemática: os recursos são integralmente financiados por valores recuperados por meio de decisões judiciais, acordos de delação premiada e de leniência no âmbito da Operação Lava Jato.
Segundo o governo estadual, a previsão é que todo o armamento seja entregue até o fim deste ano. A medida é parte estratégica do plano de modernização e fortalecimento das forças policiais no combate frontal às organizações criminosas que atuam no estado. Com a publicação do contrato, o processo entra em fase de execução, permitindo que os novos equipamentos sejam incorporados à rotina das corporações de forma gradual ao longo dos próximos meses, ampliando significativamente a capacidade operacional e de pronta-reposta dos agentes fluminenses.
Além da compra dos fuzis, a Secretaria de Estado de Segurança Pública anunciou a criação de um setor especializado na recuperação de ativos provenientes da corrupção e de outras atividades ilícitas. A iniciativa inovadora é desenvolvida em parceria direta com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e busca ampliar o potencial do Rio de Janeiro em localizar e reaver recursos vinculados a processos judiciais de grande impacto.
De acordo com dados da secretaria, mais de R$ 1 bilhão em ativos já foram devidamente identificados em ações que tramitam tanto na Justiça Estadual quanto na Justiça Federal. A expectativa da gestão é que os valores recuperados sejam convertidos de forma prioritária no financiamento de projetos estratégicos para a segurança.
Entre as próximas medidas já planejadas pela pasta está a aquisição de novos veículos blindados, os populares caveirões, que também utilizarão essa mesma fonte de financiamento. O governo reitera que esses investimentos estruturais são pilares do Plano de Reocupação Territorial, iniciativa voltada a sufocar a logística das facções e consolidar de forma permanente a presença do Estado em áreas historicamente dominadas pelo crime organizado.








