A Prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, na manhã desta terça-feira (13), a ampliação da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas Rio). Com a nova fase do projeto, a capacidade de monitoramento e de troca de informações com as forças de segurança foi triplicada.
O investimento no sistema também cresceu de forma expressiva. Segundo a administração municipal, o orçamento anual do Civitas saltou de R$ 16 milhões, no início das operações em junho de 2024, para R$ 180 milhões. A central passa a ocupar quase um andar inteiro do Centro de Operações da Prefeitura (COR), na Cidade Nova.
Durante a inauguração, o prefeito Eduardo Paes destacou que o projeto começou de forma mais modesta, utilizando a infraestrutura tecnológica já disponível na prefeitura. “Identificávamos placas por meio dos radares, inicialmente voltados para multas, e isso passou a ser um elemento de apoio à segurança pública”, afirmou.
Paes ressaltou que a ampliação do sistema contribui para um controle mais eficiente do espaço urbano e reforça a cooperação com órgãos estaduais e federais. As imagens e dados do Civitas são compartilhados com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Segundo ele, a prefeitura não pretende assumir atribuições que são do estado, mas atuar de forma complementar. “Buscamos um conjunto de iniciativas para auxiliar quem tem a responsabilidade direta pela segurança pública”, disse.
Atualmente, o Rio conta com cerca de 10 mil câmeras integradas ao sistema, capazes de processar aproximadamente 3 mil dados por segundo, com tecnologia de identificação de placas e reconhecimento facial. A previsão é que a cidade chegue a 20 mil câmeras até 2028.
O chefe-executivo do Civitas, Davi Carreiro, destacou que o município já dispõe de um “cinturão digital”, que monitora a maior parte das vias de acesso à cidade. De acordo com a prefeitura, mais de 3,5 mil ocorrências já foram auxiliadas com o uso das informações da central. Carreiro afirmou ainda que a Polícia Civil é o órgão que mais demanda dados do sistema, especialmente para rastreamento de veículos suspeitos.






