O estado do Rio de Janeiro concentra quase um terço das denúncias e dos casos registrados de exercício ilegal da medicina no país. Os dados foram reunidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), em parceria com a Polícia Civil.
Segundo o levantamento, a divulgação de procedimentos estéticos invasivos a preços baixos nas redes sociais contribui para o problema. Parte desses serviços é oferecida em clínicas clandestinas ou estabelecimentos sem licença sanitária e autorização de funcionamento.
As complicações podem ser graves e deixar sequelas permanentes. Entre os problemas relatados estão necrose dos tecidos, infecções, deformidades e perda da visão. O risco aumenta quando os procedimentos são realizados por pessoas sem a formação e o conhecimento necessários para lidar com as estruturas do corpo humano.
A cirurgiã plástica Cecília Ruiz alerta que o preço baixo não deve ser o único critério na escolha de um procedimento estético. Segundo a especialista, aplicações de substâncias como ácido hialurônico exigem conhecimento técnico para evitar complicações, incluindo a obstrução de vasos sanguíneos.
Para reduzir os riscos, a orientação é verificar se o profissional tem registro ativo no Conselho Regional de Medicina e se possui a especialização adequada. Também é importante conferir se a clínica tem licença sanitária e estrutura para atender possíveis emergências.
As entidades médicas recomendam ainda desconfiar de ofertas com valores muito abaixo dos praticados no mercado e verificar a procedência dos produtos utilizados. A realização de procedimentos em locais irregulares pode transformar uma intervenção estética em uma emergência médica.








