O estado do Rio de Janeiro já registrou mais de 15 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. O cenário preocupa as autoridades sanitárias, especialmente diante da circulação de diferentes vírus respiratórios e do aumento de ocorrências associado a alguns desses agentes.
O alerta foi reforçado pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em outubro. A análise identificou tendência de crescimento dos casos de SRAG associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao SARS-CoV-2, responsável pela covid-19. Embora os casos graves de covid apresentem níveis baixos, os pesquisadores recomendam manter a vigilância e a vacinação em dia.
No Rio de Janeiro, levantamentos anteriores também apontaram aumento de casos entre crianças, um dos grupos que exigem atenção especial. Bebês, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis a complicações decorrentes de infecções respiratórias.
As mudanças bruscas de temperatura podem agravar sintomas de doenças respiratórias preexistentes, como asma e rinite. No entanto, a SRAG está associada principalmente a infecções respiratórias que podem evoluir para quadros graves e exigir hospitalização.
A Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação dos grupos prioritários, especialmente contra a covid-19. Para as gestantes, também é fundamental a imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as recomendações de saúde.
Além da vacinação, a orientação é procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar, dificuldade para respirar ou piora importante do estado geral. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são importantes para reduzir o risco de complicações.








