O número de empresas do comércio que fecharam as portas no Rio de Janeiro chegou a 13.025 em 2025, o maior volume registrado na série histórica apresentada, que reúne dados de 2019 a 2026. O levantamento foi disponibilizado pela Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro.
Em 2026, até setembro, foram registrados 10.834 fechamentos e 17.214 aberturas de empresas do comércio no Estado. Em 2025, o número de estabelecimentos que encerraram as atividades chegou a 13.025, alta de 18,6% em relação a 2024, quando foram contabilizados 10.979 fechamentos. Já em 2019, primeiro ano da série histórica, foram 10.798 baixas.
Na contramão dos fechamentos, o número de aberturas também cresceu entre 2024 e 2025. Foram 20.136 novos estabelecimentos comerciais em 2025, contra 18.488 no ano anterior, um aumento de 8,9%.
Apesar da influência da pandemia e do e-commerce, o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, Aldo Gonçalves, ressalta que a situação do varejo vem se agravando há anos.
“Você sabe que, a partir de 2013, houve uma recessão muito forte na economia, no final do governo Dilma. O comércio já estava sofrendo muito. Quando chegou a pandemia, foi a pá de cal. Muitas empresas fecharam, não tinham como sobreviver. Empresas pequenas, médias e até as grandes começaram a sentir os efeitos nessa época”, lembra.
“Então, a pandemia veio num momento em que o comércio já estava enfraquecido. Depois, o e-commerce também afetou um pouco o comércio com lojas físicas, mas isso não é tão grave assim, porque o comércio tem que evoluir e se modificar. Foi importante perceber que o varejo precisa vender por múltiplos canais, ou seja, ter a loja física, vender pelo próprio e-commerce e também pelas plataformas”, conta.
Aldo também pontua que a insegurança afeta muito o comércio de rua, porque não prejudica apenas o funcionamento das lojas, mas também a circulação dos clientes.
“Hoje em dia, principalmente, quem mais compra no comércio é a mulher. Ela compra para si, para os filhos e para o marido e é muito mais vulnerável à questão dos assaltos”, diz.








