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Rio registra mais de 277 mil crianças com excesso de peso e acende alerta para obesidade infantil

Kevantamento revela que 34% das crianças avaliadas de até 9 anos apresentam peso acima do recomendado

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O estado do Rio de Janeiro contabilizou, em 2025, 277.137 crianças de até 9 anos com algum grau de excesso de peso, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), consultados em maio de 2026. O número engloba casos de sobrepeso, obesidade e obesidade grave.

O levantamento revela que 34% das crianças avaliadas nessa faixa etária apresentam peso acima do recomendado. Em outras palavras, cerca de uma em cada երեք crianças fluminenses de até 9 anos convive com o problema.

Os dados ganham ainda mais relevância às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado em 3 de junho. A data busca ampliar o debate sobre uma condição que vem crescendo no Brasil e em diversos países, tornando-se um dos principais desafios da saúde pública.

As projeções internacionais também preocupam. Informações do Atlas Global da Obesidade e da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil poderá ocupar, até 2030, a quinta posição no ranking mundial de países com maior número de crianças e adolescentes obesos. O estudo aponta ainda que, sem medidas efetivas de prevenção, as chances de reversão desse cenário são extremamente baixas.

Os números do Ministério da Saúde reforçam a tendência de crescimento da obesidade infantil. De acordo com o Panorama de Obesidade Infantil e Adolescente, elaborado com base nos registros do SISVAN de 2025, o país registrou 1.171.916 crianças com obesidade e outras 783.017 com obesidade grave.

Os índices representam, respectivamente, 8,94% e 5,97% das crianças brasileiras de até 9 anos acompanhadas pelo sistema. Na prática, aproximadamente nove em cada 100 crianças convivem com obesidade, enquanto quase seis em cada 100 apresentam obesidade grave.

Apesar do crescimento dos casos de excesso de peso, a maior parte das crianças avaliadas pelo SISVAN apresentou peso considerado adequado. Em 2025, foram registradas 8.230.705 crianças dentro da faixa saudável, o equivalente a 62,8% do total analisado.

Ainda assim, os dados mostram que aproximadamente 37% das crianças brasileiras apresentam algum tipo de alteração nutricional, seja sobrepeso, obesidade ou obesidade grave.

Entre as principais consequências associadas ao excesso de peso na infância estão o aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Além dos impactos físicos, a condição também pode afetar a saúde emocional, contribuindo para problemas de autoestima e situações de bullying.

Especialistas apontam que a prevenção da obesidade infantil passa diretamente pelos hábitos adotados dentro de casa. Entre as recomendações estão o aumento do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, além da redução de produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas.

A prática regular de atividades físicas também é considerada essencial, assim como o controle do tempo de exposição a telas, incluindo celulares, tablets, computadores e televisores.

Os indicadores nutricionais do SISVAN também apontam uma mudança preocupante nos padrões alimentares ao longo da infância. Conforme as crianças crescem, aumenta o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas adoçadas, favorecendo o ganho de peso e outros problemas de saúde.

Para especialistas, o cenário reforça a importância de ações preventivas contínuas, envolvendo famílias, escolas e serviços de saúde.