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Rio registra uma das menores inflações entre as capitais em 2025, aponta IBGE

Com alta de 2,97%, capital fluminense ficou na terceira posição do ranking nacional do IPCA, abaixo da média do país

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Até janeiro de 2026, já foram devolvidos R$ 13,8 bilhões em valores esquecidos. Foto:Reprodução

O Rio de Janeiro encerrou 2025 entre as capitais brasileiras com menor inflação acumulada,ocupando a terceira posição no ranking nacional. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a capital fluminense registrou variação de 2,97% no ano, resultado significativamente abaixo da média nacional, que ficou em 4,26%.

As informações constam em levantamento divulgado nesta sexta-feira (9/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e repercutido pelo portal Metrópoles. O desempenho coloca o Rio atrás apenas de Campo Grande (2,78%) e Rio Branco (2,86%) entre as capitais com menor pressão inflacionária ao longo de 2025.

Rio se destaca em cenário de inflação elevada

Enquanto o Rio aparece entre as cidades com menor alta de preços, outras capitais registraram inflação bem acima da média do país. Vitória liderou o ranking nacional, com variação de 4,99%, impulsionada principalmente pelos aumentos da energia elétrica residencial e dos planos de saúde. Na sequência, aparecem Porto Alegre (4,79%), São Paulo (4,78%) e Brasília (4,72%).

O contraste evidencia um cenário mais favorável para os consumidores cariocas em 2025, especialmente quando comparado às grandes capitais do Sudeste e do Sul, onde a inflação foi mais intensa.

Alimentos ajudam a conter inflação

De acordo com o IBGE, a menor inflação observada nas capitais mais bem posicionadas no ranking foi influenciada, em grande parte, pela queda nos preços de alimentos. Em Campo Grande, por exemplo, houve recuos expressivos no arroz (-31,01%), nas frutas (-10,83%) e nas carnes (-2,94%), movimento que ajudou a reduzir o índice geral e também teve reflexos em outras regiões.

No resultado nacional, o IPCA de 2025 foi fortemente pressionado pelo grupo Habitação, que acumulou alta de 6,79% e teve o maior impacto no índice anual, com contribuição de 1,02 ponto percentual. Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%) completam a lista dos grupos que mais pesaram no custo de vida.

Energia elétrica pesa no índice nacional

Outro fator relevante foi o comportamento da energia elétrica residencial, que apresentou altas expressivas em diversas capitais. Porto Alegre liderou o ranking do subitem, com aumento de 23,50%, enquanto a média nacional ficou em 12,31%. Segundo o IBGE, os reajustes tarifários variaram de -2,16% a 21,95% em 2025, com impacto da incorporação do bônus de Itaipu e da aplicação contínua das bandeiras tarifárias ao longo do ano.

Em dezembro, o IPCA teve alta de 0,33%, acima do registrado em novembro (0,18%), mas inferior à variação observada em dezembro de 2024, que foi de 0,52%, indicando desaceleração da inflação no fim do ano.