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Rio remove mais de 38 mil árvores com autorização da Prefeitura em três anos

Dados oficiais indicam alta nas supressões entre 2023 e 2025, com impacto maior nas zonas Oeste e Sudoeste e cobranças por mais transparência

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Reprodução

O que aconteceu no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo, na última semana, gerando um grande protesto não é exceção na cidade do Rio de Janeiro. Dados da Prefeitura mostram que 38.430 árvores foram removidas com autorização da atual gestão municipal entre 2023 e 2025.

Em 2021 foram retiradas 5,2 mil árvores na cidade do Rio de Janeiro. Em 2024, o número saltou para 13,3 mil – um aumento de 151%. No ano passado, até o fim de julho, haviam sido removidas 6,7 mil árvores. A projeção divulgada no perfil da Frente de Luta pela Arborização Urbana, no Instagram, aponta para 13.400 árvores até dezembro de 2025.

As áreas da cidade mais impactadas pelas remoções de árvores foram as zonas Oeste e Sudoeste. O bairro de Inhoaíba lidera as perdas de cobertura vegetal, seguido por Campo Grande, Barra da Tijuca, Guaratiba e Camorim.

As remoções de árvores são autorizadas pela Prefeitura desde que o empreendedor responsável pelos cortes plante um número maior de espécies em outro ponto da cidade. No entanto, não há transparência sobre o cumprimento dessa medida.

Sem respostas, o Conselho Municipal de Meio Ambiente solicita essas informações ao Executivo Municipal desde 2023.

Essa falta de transparência chamou a atenção do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que cobrou explicações formais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima e estabeleceu um prazo para que a Prefeitura apresentasse soluções. A administração municipal tem até o dia 20 de janeiro deste ano para responder à notificação dos promotores.

Como resposta, no final do ano passado, a Prefeitura se comprometeu a criar uma nova plataforma de monitoramento permanente das compensações ambientais.

Na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro foi apresentado um projeto de lei para tornar obrigatória a divulgação desses dados. De acordo com integrantes da Comissão de Meio Ambiente da Casa, um requerimento de informações será encaminhado à Prefeitura cobrando esclarecimentos sobre as medidas compensatórias ambientais. Entre os questionamentos está o destino das árvores que deverão ser plantadas como compensação já que a legislação determina que, sempre que possível, o replantio ocorra no mesmo bairro onde houve a supressão da vegetação.

A Prefeitura informou que reforçou a fiscalização, revisou prazos e ampliou o acompanhamento técnico, além de prometer maior integração entre as equipes responsáveis pela análise e vistoria das compensações ambientais.