O Rio de Janeiro voltou a confirmar, na virada para 2026, o título de Maior Réveillon do Mundo. As celebrações do Ano Novo reuniram 5,1 milhões de pessoas em toda a cidade, entre cariocas e turistas, segundo dados divulgados pela Riotur. Desse total, 2,6 milhões estiveram na Praia de Copacabana, na Zona Sul, principal palco da festa.
Reconhecido oficialmente pelo Guinness Book, o Réveillon do Rio foi distribuído por 13 palcos espalhados pela capital fluminense, com mais de 70 atrações musicais. A proposta exaltou a essência da cidade de festejar, consolidando o evento como o maior festival musical do país. No Palco Rio, montado em frente ao Copacabana Palace, o público acompanhou apresentações que passaram pela MPB, com Gilberto Gil e Ney Matogrosso, pelo samba e pagode, com Alcione e Belo, pelo piseiro de João Gomes, que recebeu Iza, além da música eletrônica comandada por Alok.
Um dos grandes destaques da noite foi o espetáculo tecnológico liderado por Alok, que contou com 1,2 mil drones, considerados a maior apresentação do tipo já realizada em eventos de grande porte na América Latina. Os equipamentos formaram imagens em homenagem à cidade, como o Cristo Redentor, sincronizadas com a tradicional queima de fogos, além da projeção de um rosto humano que “dialogava” com o público na areia por meio de mensagens exibidas no céu.
A queima de fogos em Copacabana durou 12 minutos e foi comandada pelo cenógrafo francês Christophe Berthonneau, responsável também por espetáculos pirotécnicos em eventos internacionais no Rio, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Ao todo, 19 balsas foram posicionadas ao longo da orla, o maior número já utilizado na praia. Em edições anteriores, o máximo havia sido de dez embarcações.
Para garantir a organização e a segurança do público, a Prefeitura montou um Planejamento Operacional especial para o Réveillon 2026. Cerca de 7,5 mil agentes, de 11 órgãos municipais, atuaram em áreas como transporte, fiscalização do trânsito, ordenamento urbano, limpeza, acolhimento, prevenção à violência contra a mulher, assistência social e atendimento de emergência. O monitoramento foi reforçado com 700 câmeras, sendo 307 apenas em Copacabana, incluindo 14 novos equipamentos com superzoom.
Na terça-feira (30), às vésperas da virada, o Rio de Janeiro recebeu oficialmente do Guinness Book o reconhecimento como o maior Réveillon do mundo, com base em critérios como público presente e dimensão da estrutura montada, consolidando a festa como um dos maiores eventos de celebração do planeta.






