O Rio de Janeiro dá início, nesta sexta-feira (17), à implantação do Rio Rotativo Digital, novo sistema de estacionamento rotativo que substituirá, de forma gradual, os talões de papel e a cobrança em dinheiro nas vagas públicas da cidade. A regulamentação do modelo foi publicada pela Prefeitura no Diário Oficial da última terça-feira (14).
A primeira etapa será implantada no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, com 667 vagas distribuídas em sete bolsões localizados nas avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, nas proximidades do Clube Caiçaras, Parque das Taboas, Parque dos Patins, Clube Piraquê e Parque do Cantagalo. Os estacionamentos funcionarão diariamente, das 7h às 23h.
Com o novo sistema, o registro da utilização da vaga deixa de ser feito por guardadores e passa a ser responsabilidade do motorista, que deverá informar os dados pelo aplicativo Jaé, já utilizado para o pagamento de ônibus municipais, BRT, VLT, vans e cabritinhos.
Após atualizar o aplicativo, o usuário encontrará a opção do Rio Rotativo Digital. Será necessário habilitar o GPS, selecionar o bolsão onde o veículo está estacionado, informar a placa e utilizar créditos disponíveis na carteira digital, que poderá ser recarregada via PIX ou cartão de crédito.
A tarifa permanece em R$ 2 para até duas horas de permanência, com possibilidade de renovação até o limite de seis horas.
Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), a expansão do sistema ocorrerá gradualmente para a orla das zonas Sul e Sudoeste, além do Centro e da Grande Tijuca, na Zona Norte. Ainda não há um cronograma definido para as próximas etapas.
Durante o período de transição, a prefeitura informou que os motoristas serão orientados sobre o funcionamento do novo modelo e não serão autuados exclusivamente pelo descumprimento das regras específicas do sistema.
Os guardadores credenciados passarão por treinamento e atuarão no apoio à operação, registrando informações sobre a ocupação das vagas por meio da plataforma digital. Eles não terão poder de fiscalização nem poderão aplicar multas, atribuição que continuará sendo exclusiva dos agentes de trânsito.
A prefeitura também afirmou que o novo modelo busca combater a atuação de flanelinhas irregulares. De acordo com Eduardo Cavaliere, a eliminação do pagamento em dinheiro reduz a possibilidade de extorsão de motoristas, e a fiscalização contra ocupações ilegais do espaço público será intensificada. Segundo o prefeito, casos de cobrança irregular deverão ser encaminhados à polícia.








