Setembro de 2026 está sendo marcado pela chuva no Rio de Janeiro. Nos primeiros 15 dias do mês, apenas os dias 3 e 4 tiveram tempo firme, sem registro de precipitação na cidade. O volume acumulado até agora já coloca este setembro entre os mais chuvosos das últimas três décadas.
Segundo o Centro de Operações do Rio (COR), que acompanha os índices do município por meio do Sistema Alerta Rio desde 1996, setembro de 2026 ocupa, até a metade do mês, a quarta posição na série histórica. Apenas os meses de setembro de 2022, 2020 e 2005 registraram volumes maiores.
O cenário chama atenção mesmo para um período de transição entre o inverno e a primavera, quando as mudanças nas condições atmosféricas já favorecem o aumento da frequência das chuvas.
Frentes frias ajudam a explicar sequência de dias chuvosos
Segundo o meteorologista Cesar Soares, da Climatempo, o volume observado neste mês é atípico. A passagem sucessiva de frentes frias, combinada com o transporte de umidade e áreas de instabilidade, tem favorecido a ocorrência frequente de chuva.
Outro fator é a atuação dos chamados cavados meteorológicos, ondulações na circulação dos ventos capazes de transportar áreas de instabilidade para a Região Metropolitana e favorecer a concentração das precipitações.
De acordo com o meteorologista, as condições observadas no Sudeste neste período estão mais relacionadas ao comportamento do Oceano Atlântico do que ao El Niño. Variações de temperatura no oceano podem favorecer a passagem de frentes frias, enquanto a entrada de massas de ar de origem polar contribui para maior nebulosidade, queda das temperaturas e chuva.
Chuva continua nos próximos dias
A previsão da Prefeitura do Rio indica manutenção do tempo chuvoso nesta quarta-feira (16) e durante a manhã de quinta (17), devido ao transporte de umidade do oceano para o continente.
A partir de sexta-feira (18), a previsão é de uma trégua na chuva, mas o céu ainda deve permanecer com muitas nuvens.
Novos episódios de chuva, no entanto, ainda podem ocorrer ao longo da segunda metade do mês. O comportamento do tempo nas próximas duas semanas vai determinar se setembro de 2026 poderá superar os maiores acumulados registrados para o mês nas últimas três décadas.








