O Rio de Janeiro entrou em 2025 num grupo pequeno — e simbólico — de capitais brasileiras onde morreu mais gente do que nasceu. O dado aparece no Portal da Transparência do Registro Civil, em levantamento reunido pelo Poder360 com base nas informações disponíveis nos cartórios.
Além do Rio, Porto Alegre também registrou mais mortes do que nascimentos em 2025. No caso da capital gaúcha, a diferença foi mínima, de 17 ocorrências, e a cidade já vive esse cenário desde 2020. No Rio, segundo o levantamento, esse tipo de inversão aconteceu em três dos últimos seis anos.
Quando o foco sai da capital e vai para o estado, o alerta fica ainda mais alto: o Estado do Rio de Janeiro teve, em 2025, apenas 1,1 nascimento para cada morte — a menor “taxa de reposição” do país no período. O Rio Grande do Sul aparece em seguida, com 1,2.
Do outro lado do mapa, estados como Amazonas (4,1) e Amapá (4,0) registraram as maiores proporções, chegando perto de quatro nascimentos para cada morte. Entre as capitais, a distância também é grande: Teresina liderou com 4,81 nascimentos por morte, seguida por Macapá, com 3,89.
Por que isso importa
O tema tem impacto direto na economia e na vida prática. Menos nascimentos hoje significam menos gente entrando no mercado de trabalho nas próximas décadas e, em tese, mais pressão sobre a conta da Previdência.






