Uma comitiva do Governo do Estado do Rio de Janeiro esteve em Londres para conhecer de perto o modelo adotado pela Tideway, empresa responsável pelo projeto de despoluição do Rio Tâmisa. A agenda teve como foco a troca de experiências sobre soluções estruturantes em saneamento, drenagem urbana e recuperação ambiental, com vistas à possível aplicação do modelo britânico na Baía de Guanabara.
Durante a reunião, realizada nesta sexta-feira (6), representantes do governo fluminense analisaram os aspectos institucionais, regulatórios e financeiros do projeto londrino, considerado uma resposta a um problema histórico de saneamento semelhante ao enfrentado pelo Rio de Janeiro.
“O diálogo se concentrou na governança, nas formas de financiamento e na integração do projeto da Tideway ao sistema de saneamento já existente. A iniciativa em Londres nasceu para enfrentar um passivo estrutural, assim como ocorre na Baía de Guanabara, que atualmente passa por um processo de recuperação com obras capazes de impedir o despejo mensal de cerca de cinco bilhões de litros de esgoto sem tratamento”, afirmou o governador Cláudio Castro.
No Estado do Rio, o investimento previsto especificamente para o entorno da Baía de Guanabara é de R$ 2,7 bilhões, dentro de um compromisso total de R$ 24,4 bilhões ao longo de 35 anos, no âmbito da concessão estadual. O projeto inclui a implantação de aproximadamente 47 quilômetros de coletores tronco, além de estações de bombeamento e pontos de captação, beneficiando cerca de 10 milhões de pessoas em 17 municípios da bacia hidrográfica.
Paralelamente, o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM) já executou intervenções de grande porte, como a construção de troncos coletores, sistemas de esgotamento sanitário e estações de tratamento. As ações têm permitido interceptar e redirecionar efluentes que antes eram despejados diretamente no ambiente, contribuindo para a recuperação gradual da Baía.






