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Roubo de carga gera prejuízo de R$ 314 mi no RJ em 2025

O dado consta na nota técnica “Panorama do roubo de carga no estado do Rio de Janeiro – 2026”, da Firjan

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Reprodução

O roubo de cargas provocou um prejuízo direto estimado em R$ 314 milhões à economia do Estado do Rio de Janeiro em 2025. O dado consta na nota técnica “Panorama do roubo de carga no estado do Rio de Janeiro – 2026”, divulgada nesta quarta-feira (11) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo o levantamento, foram registradas 3.114 ocorrências ao longo do ano passado, o equivalente a uma média de oito caminhões roubados por dia.

A prática segue concentrada na Região Metropolitana, especialmente em áreas cortadas por rodovias federais estratégicas para o abastecimento e a circulação de mercadorias.

Concentração em corredores logísticos
De acordo com a Firjan, 52,8% dos registros estão concentrados em apenas oito das 137 Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP) do estado. Entre os principais corredores afetados estão:

BR-040 (Washington Luís);
BR-101 (Avenida Brasil);
BR-116 (Presidente Dutra).
O impacto econômico, segundo a federação, vai além da perda direta das mercadorias. Custos indiretos com seguros, escoltas e segurança privada elevam despesas operacionais e pressionam toda a cadeia produtiva.

“Dois em cada três empresários afirmam que as decisões de investimentos no estado do Rio são afetadas pelas condições de segurança. Os custos com o roubo de carga vão além da perda direta. O incremento dos custos de prevenção, com seguros e escolta, afeta todo o setor produtivo fluminense”, afirmou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

Duque de Caxias lidera ocorrências
A cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, concentrou 36% dos roubos de carga registrados no estado em 2025.

A CISP 59 (Duque de Caxias) liderou o ranking, com 399 ocorrências, alta de 29% em relação a 2024. Já a CISP 60 (Campos Elíseos) registrou 287 casos no mesmo período.

Outras regiões apresentaram movimentos distintos. As CISP 54 (Belford Roxo) e 31 (Anchieta) deixaram o grupo de maior concentração após reduções expressivas. Em contrapartida, a CISP 64 (São João de Meriti) e a CISP 39 (Pavuna) passaram a figurar entre as áreas críticas, com aumentos de 31% e 47%, respectivamente.

No Leste Fluminense, São Gonçalo manteve a tendência de crescimento. As CISP 72, 73, 74 e 75 somaram 223 ocorrências em 2025, com destaque para novembro e dezembro, que concentraram quase metade dos registros do ano, especialmente em áreas influenciadas pela BR-101.

Queda de 9% não altera cenário estrutural
Apesar do cenário preocupante, o estado registrou uma redução de 9% no total de roubos de carga em relação a 2024.

Segundo a Firjan, o recuo é associado a operações integradas das forças de segurança e à atuação da Força Nacional. O entorno do Porto do Rio, responsável pela movimentação de mais de R$ 260 bilhões em cargas, também apresentou queda nos casos, embora permaneça sob monitoramento.

Para a federação, a manutenção dos avanços depende de ações contínuas e coordenadas entre os entes federativos.

“É fundamental intensificar o policiamento nos acessos às rodovias federais e atuar diretamente nas áreas de maior concentração. A integração entre União, estado e municípios é decisiva para enfraquecer o mercado ilegal de cargas”, afirmou o gerente de Infraestrutura da Firjan, Isaque Ouverney.