Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Queda de energia afeta circulação de todos os ramais de trem no Rio
Rio de Janeiro
Queda de energia afeta circulação de todos os ramais de trem no Rio
Virginia Fonseca deixa posto de rainha de bateria da Grande Rio
Carnaval
Virginia Fonseca deixa posto de rainha de bateria da Grande Rio
Barcas adiam restrição a patinetes e ciclomotores após confusão nas estações
Estado
Barcas adiam restrição a patinetes e ciclomotores após confusão nas estações
Assaí abre cerca de 340 vagas de emprego em cidades do Rio de Janeiro
Empregos
Assaí abre cerca de 340 vagas de emprego em cidades do Rio de Janeiro
Fachin defende sigilo de fonte e anuncia análise de decisão de Moraes pelo plenário do STF
Brasil
Fachin defende sigilo de fonte e anuncia análise de decisão de Moraes pelo plenário do STF
TV Globinho está de volta em edição especial do Criança Esperança
Entretenimento
TV Globinho está de volta em edição especial do Criança Esperança
TRE-RJ inicia plantão especial para as Eleições 2026
Política
TRE-RJ inicia plantão especial para as Eleições 2026
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Santa Catarina defende no STF fim das cotas raciais com base em perfil demográfico do estado

Governo argumenta que maioria branca e menor desigualdade de renda tornam política incompatível com a Constituição

Siga-nos no

Reprodução

O governo de Santa Catarina enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação em que defende a constitucionalidade da lei estadual que proíbe cotas raciais nas universidades. OExecutivo sustenta que a norma é compatível com as “singularidades demográficas” do estado, apontado como aquele com maior proporção de população branca no país, informa a Folha de S.Paulo.

A manifestação foi encaminhada ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação movida por PSOL, União Nacional dos Estudantes (UNE) e Educafro, que contestam a validade da lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL).

Dados demográficos e divergência com o IBGE

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado, 81,5% da população catarinense se declara branca, enquanto pretos e pardos somariam 18,1%, percentual classificado como inferior à média nacional. O governo afirma que esse perfil tornaria inadequada a adoção de cotas raciais.

Os números, porém, divergem do Censo 2022 do IBGE. De acordo com o levantamento oficial, 76,3% dos catarinenses se declararam brancos e 23,3% pretos ou pardos. O Censo aponta ainda que o Rio Grande do Sul, e não Santa Catarina, é o estado com maior proporção de população branca.

Argumentos jurídicos contra as cotas raciais

O governo também cita dados de renda para afirmar que Santa Catarina está entre os estados com menor disparidade racial, alegando ter a quinta menor diferença percentual entre rendimentos de brancos e negros. A partir disso, sustenta que políticas baseadas em raça violam o princípio da igualdade.

Na avaliação do Executivo, classificar pessoas por raça para distribuir oportunidades substitui a análise individual por “presunções coletivas”. O texto afirma ainda que, em um sistema de vagas escassas, a reserva racial gera prejuízo a terceiros ao deslocar candidatos sem considerar mérito acadêmico ou vulnerabilidade socioeconômica comprovada.

Alcance da lei e reações contrárias

A lei, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), proíbe cotas raciais tanto para o ingresso de estudantes quanto para a contratação de docentes e técnicos, prevendo multas e perda de repasses estaduais em caso de descumprimento. Permanecem válidas cotas por renda, escola pública e para pessoas com deficiência.

A norma afeta principalmente a Udesc e instituições do sistema Acafe. Em nota, a reitoria da Udesc afirmou que a medida representa um retrocesso inconstitucional. O Ministério da Igualdade Racial e a OAB em Santa Catarina também se posicionaram contra a lei, apontando afronta à Constituição e aos princípios da justiça social.