Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Rio de Janeiro
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
Brasil
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Política
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Estado
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Rio de Janeiro
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
Baixada Fluminense
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
Maricá
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Saúde de moradores de favelas do Rio é impactada pela violência, segundo estudo

Siga-nos no

Imagem: Reprodução

Os frequentes confrontos armados nas favelas do Rio de Janeiro resultam em centenas de mortes violentas anualmente. No entanto, além das vítimas fatais, os tiroteios constantes também têm um impacto negativo na saúde mental e física dos residentes dessas áreas. Isso pode contribuir para o surgimento de problemas como hipertensão arterial, ansiedade, insônia, dificuldade respiratória e depressão.

A pesquisa, divulgada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), compara a saúde de moradores de favelas expostos a um alto número de tiroteios envolvendo as forças de segurança com a de pessoas que vivem em comunidades mais tranquilas, com menos confrontos armados.

O estudo indica que os riscos de desenvolver depressão e ansiedade são mais de duas vezes maiores para os moradores das favelas mais expostas a tiroteios em comparação com outras comunidades. A prevalência de insônia (73%) e hipertensão arterial (42%) também é maior nesses casos. Durante os tiroteios, um terço dos moradores dessas áreas relatou sintomas como sudorese, tremores, falta de sono e dificuldade respiratória.

Rachel Machado, socióloga e coordenadora da pesquisa, destaca que a política de segurança não promove a verdadeira segurança, mas sim o medo, o adoecimento e, em muitos casos, até mesmo a morte dos moradores.

O estudo também aponta os efeitos dos tiroteios nas unidades de saúde. Nas comunidades com maior incidência de confrontos, 59,5% dos moradores afirmaram que as unidades de saúde já tiveram que fechar devido à violência, em comparação com 12,9% nas demais áreas. Além disso, 26,5% dos residentes nas áreas mais afetadas pela violência já adiaram a busca por atendimento médico devido aos tiroteios, enquanto esse índice é de apenas 5,9% nas áreas mais calmas. Rachel destaca que a realização de operações violentas pelo Estado tem um impacto significativo na saúde dos moradores, perturbando suas rotinas e privando-os do acesso ao direito fundamental à saúde, garantido pela Constituição.