A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) emitiu um alerta sobre os riscos da manipulação irregular de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Segundo o órgão, a produção em lote desses produtos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode colocar a saúde dos pacientes em perigo.
A crescente popularização desses medicamentos, impulsionada pelas redes sociais e por clínicas estéticas, tem aumentado a busca por versões mais baratas. Isso tem favorecido a oferta de produtos manipulados sem o devido controle sanitário.
De acordo com a SES-RJ, medicamentos manipulados devem ser preparados de forma individualizada, a partir de prescrição médica. A produção em larga escala, característica da indústria farmacêutica, não é permitida para farmácias de manipulação.
Especialistas alertam que a fabricação irregular pode comprometer a qualidade, a eficácia e a segurança dos tratamentos. Em muitos casos, os produtos são vendidos pela internet ou em estabelecimentos sem autorização, sem garantia de procedência ou rastreabilidade.
Outro ponto de atenção é a complexidade desses medicamentos, que muitas vezes envolvem substâncias de origem biotecnológica e exigem rigoroso controle de qualidade. A reprodução inadequada pode resultar em doses incorretas, ausência de efeito terapêutico ou até riscos graves à saúde.
Além disso, medicamentos injetáveis precisam seguir padrões rigorosos de esterilidade. A falta desse controle pode causar infecções e outras complicações.
A orientação da SES-RJ é que o uso desses medicamentos ocorra apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional. Também é fundamental adquirir produtos em locais regularizados e evitar ofertas em redes sociais ou canais não autorizados.
Em caso de suspeita de irregularidades, a população pode acionar a Vigilância Sanitária pelos canais oficiais, contribuindo para a fiscalização e a proteção da saúde pública.






