Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico indicam que o início de 2026 está entre os períodos mais críticos já registrados nos reservatórios da Bacia do Rio Paraíba do Sul desde 1998. A falta de chuvas, mesmo no período tradicionalmente mais chuvoso do ano, reduziu de forma acelerada o volume de água e elevou o risco ao abastecimento em cidades do RJ, São Paulo e Minas Gerais.
O chamado Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que consolida os volumes dos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, opera atualmente com apenas 32,21% do volume útil. No mesmo período do ano passado, o índice era de 64,54%, praticamente o dobro do nível atual.
O indicador é utilizado para avaliar de forma integrada a segurança hídrica da bacia. Quando atinge patamares baixos durante a estação chuvosa, aumenta a necessidade de medidas preventivas, como campanhas de uso racional da água e ajustes operacionais nos sistemas de abastecimento.
O cenário climático amplia o alerta. Entre outubro e novembro, a área com seca no RJ avançou de 66% para 100% do território estadual. No mesmo período, 5% do estado entrou em condição de seca grave, o pior nível desde 2020.
O Rio Paraíba do Sul é fundamental para cerca de 9 milhões de pessoas, aproximadamente 70% da população da Região Metropolitana do Rio, que dependem direta ou indiretamente de suas águas para o Sistema Guandu.






