Um segurança de 56 anos foi preso nesta quinta-feira (20/08) por suspeita de envolvimento na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Jorge Luiz Ricardo Dias se apresentou na delegacia por volta das 12h50 e teve a prisão temporária cumprida.
Na chegada à delegacia, ele foi confrontado pela irmã da vítima. “Gostou de matar meu irmão? Gostou de matar meu irmão?”, perguntou a mulher. O segurança não respondeu e entrou na unidade policial.
Segundo o delegado Ângelo Lages, Jorge não participou diretamente das agressões, mas teve uma participação considerada acessória no crime. As investigações apontam que ele segurou a bicicleta de Cláudio durante o episódio e também o pedaço de madeira usado nas agressões.
O crime aconteceu na noite de 11 de agosto. Cláudio estava com uma bicicleta que pertencia à irmã quando foi abordado por um segurança, que suspeitou que o veículo tivesse sido roubado.
Segundo a polícia, a vítima tinha dificuldades de fala e não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Depois da abordagem inicial, Cláudio deixou o local e foi para a Rua Felipe de Oliveira, onde acabou sendo novamente cercado.
Câmeras registraram agressões
Imagens de câmeras de segurança mostram três homens cercando o ciclista. Dois deles usavam mochilas de entrega, enquanto outro aparece segurando uma vareta.
Segundo a investigação, Cláudio foi atingido com pelo menos 30 pauladas, além de receber socos e chutes. Ele caiu desacordado e os agressores deixaram o local sem prestar socorro.
Bombeiros foram chamados e levaram o ciclista para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. A causa da morte foi traumatismo craniano e hemorragia interna.
A Polícia Civil já identificou dois dos envolvidos. O delegado afirma que ainda falta identificar os dois entregadores que participaram diretamente das agressões.
O caso é investigado pela 12ª DP, em Copacabana. A polícia trata o crime como homicídio qualificado pela crueldade, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.








