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Sem acordo, rodoviários e empresas de ônibus terão nova audiência na quarta

Rodoviários seguem em estado de greve

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reprodução

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) marcou para esta quarta-feira (8), às 11h, uma nova audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus da capital. A decisão foi tomada após mais uma rodada de negociações sem acordo, realizada nesta segunda-feira (6).

Durante a audiência, o sindicato patronal, Rio Ônibus, elevou a proposta de reajuste salarial de 4,39% para 4,5% — aumento considerado insuficiente pela categoria. O TRT concedeu prazo de 48 horas para que as empresas avaliem a possibilidade de apresentar uma nova oferta. A sugestão do tribunal e do Ministério Público do Trabalho (MPT) é de um reajuste de pelo menos 5%, percentual já concedido aos rodoviários de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

Enquanto isso, os trabalhadores seguem em estado de greve e realizam assembleia nesta terça-feira (7), às 16h, em Rocha Miranda, na Zona Norte, para analisar a proposta e definir os próximos passos do movimento.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, criticou o reajuste de apenas 0,11 ponto percentual em relação à proposta anterior e afirmou que a categoria também exige avanços em benefícios, como cesta básica, intervalo de 30 minutos, acesso a banheiros e locais adequados para descanso.

Do lado patronal, o CEO do Rio Ônibus, João Gouveia, afirmou que o setor enfrenta dificuldades financeiras e informou que 11 empresas estão em recuperação judicial. Segundo ele, o reajuste de 4,5% é, por enquanto, o limite da proposta, mas uma nova reunião com os empresários será realizada antes da audiência de quarta-feira.

Durante a sessão, o desembargador Gustavo Tadeu Alkmim demonstrou preocupação com uma possível retomada da paralisação, que afetou a circulação de ônibus na semana passada.

A categoria reivindica reajuste salarial de 17%, piso de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de articulados, além de vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e mudanças na escala de trabalho.

A greve dos rodoviários teve início em 29 de junho e foi suspensa em 1º de julho, após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a circulação de 80% da frota e incentivou a retomada das negociações.