Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Parque Laje pode ganhar título de patrimônio imaterial do Rio
Cultura
Parque Laje pode ganhar título de patrimônio imaterial do Rio
Fux pede sessão extraordinária no STF para definir regras de eleição indireta no Rio
Destaque
Fux pede sessão extraordinária no STF para definir regras de eleição indireta no Rio
UFRJ entra no top 50 mundial com cursos de destaque em ranking internacional
Estado
UFRJ entra no top 50 mundial com cursos de destaque em ranking internacional
Campanha incentiva uso de fotos de crianças desaparecidas nas redes sociais
Rio de Janeiro
Campanha incentiva uso de fotos de crianças desaparecidas nas redes sociais
Volta Redonda se destaca entre cidades mais sustentáveis do RJ em ranking nacional
Sul Fluminense
Volta Redonda se destaca entre cidades mais sustentáveis do RJ em ranking nacional
Asilo irregular é fechado após denúncias de maus-tratos na Zona Oeste do Rio
Rio de Janeiro
Asilo irregular é fechado após denúncias de maus-tratos na Zona Oeste do Rio
PGR defende voto aberto em eleição indireta no RJ e contraria decisão de Fux
Política
PGR defende voto aberto em eleição indireta no RJ e contraria decisão de Fux

Senado aprova projeto que equipara misoginia ao racismo

Proposta aprovada por unanimidade nesta terça-feira (24/03) criminaliza o ódio e a aversão às mulheres.

Siga-nos no

reprodução

Em uma votação histórica, o Plenário do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (24/03/2026), o Projeto de Lei 896/2023, que inclui a misoginia no rol de crimes previstos na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989). A medida define a misoginia como qualquer manifestação de ódio ou aversão às mulheres fundamentada na crença de superioridade do gênero masculino.

Com a mudança, ofensas e atos discriminatórios contra mulheres passam a ser considerados crimes inafiançáveis e imprescritíveis, seguindo o mesmo rigor jurídico aplicado ao racismo e à injúria racial.

Novas Penas e Rigor Jurídico

O texto estabelece punições severas para diferentes gradações do crime:

  • Injúria Misógina: Ofensas à honra motivadas pelo gênero terão pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.
  • Discriminação ou Incitação: Práticas que incitem o preconceito contra a mulher preveem reclusão de um a três anos.
  • Regime Fechado: A proposta prevê que o início do cumprimento da pena ocorra em regime fechado, reforçando o caráter punitivo contra crimes de ódio.

Um dos pontos centrais do projeto aprovado na Agência Senado é a orientação clara ao Poder Judiciário. O magistrado deverá considerar discriminatória qualquer conduta dirigida a mulheres ou grupos minoritários que resulte em humilhação, constrangimento, medo ou exposição indevida, desde que tal tratamento não fosse dispensado a outros grupos em razão de cor, etnia ou religião.

Apesar de ter enfrentado resistência de uma ala parlamentar que defendia a inclusão do tema apenas no Código Penal — o que tornaria as penas mais brandas e passíveis de prescrição —, a proposta avançou com amplo apoio das bancadas femininas.

Após a aprovação unânime no Senado, o projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial.