Ao menos 33 senadores devem disputar a reeleição em outubro de 2026, quando dois terços das cadeiras do Senado — 54 das 81 — estarão em jogo. O cenário projeta uma das eleições mais competitivas dos últimos anos, marcada por disputas estratégicas, aposentadorias e articulações partidárias de olho no equilíbrio de forças no Congresso Nacional.
Levantamento aponta ainda que 12 parlamentares seguem indecisos, enquanto 6 já afirmaram que não pretendem concorrer novamente. Entre os demais, há senadores que planejam buscar outros cargos eletivos, como governos estaduais, vagas no Legislativo estadual ou federal e até a Presidência da República.
O único senador que já lançou pré-candidatura à Presidência é Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que adiciona um componente nacional à corrida eleitoral do Senado.
Disputa pelo controle do Senado ganha peso político
A renovação da Casa ganhou relevância nos últimos anos por causa da estratégia do bolsonarismo de ampliar sua bancada para aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal). Decisões recentes da Corte, incluindo a condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados em processos ligados à trama golpista, intensificaram o embate político.
Caso consiga eleger senadores em número suficiente, o grupo bolsonarista avalia protocolar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, prerrogativa exclusiva do Senado. O principal alvo é o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos que culminaram na condenação de Bolsonaro.
Pré-candidaturas a governos e mandatos longos influenciam decisões
Atualmente, dez senadores se colocam como pré-candidatos a governos estaduais. A maioria deles está no meio do mandato, fator que reduz riscos eleitorais, já que os senadores têm mandatos de oito anos. Mesmo derrotados em disputas majoritárias, esses parlamentares continuam no cargo até o fim do período legislativo.
O único pré-candidato a governador que está no fim do mandato é Eduardo Girão (Novo-CE). Outros três senadores — Izalci Lucas (PL-DF), Jayme Campos (União Brasil-MT) e Marcos Rogério (PL-RO) — admitem disputar governos estaduais, mas ainda avaliam tentar a reeleição ao Senado.
Aposentadorias e desistências devem reduzir nomes tradicionais
Entre os senadores que não pretendem concorrer novamente, seis estão em final de mandato e podem ficar sem cargo a partir de 2027. Parte desse grupo sinaliza aposentadoria da vida política, movimento que pode renovar significativamente o perfil da Casa.
Estão entre os nomes que indicaram possível retirada das disputas eleitorais:
Cid Gomes (PSB-CE), 62 anos
Jader Barbalho (MDB-PA), 81 anos
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), 80 anos
Paulo Paim (PT-RS), 75 anos
A lista pode crescer. Confúcio Moura (MDB-RO) ainda avalia se deixará a política, enquanto Jorge Kajuru (PSB-GO) considera retornar à televisão.






