Representantes de entidades que compõem o movimento Recomposição Salarial Já/FOSPERJ reuniram-se, na manhã desta quinta-feira (12), com o presidente em exercício do Rioprevidência, na sede do órgão, no Centro do Rio. O encontro foi convocado pelas categorias para discutir a fragilidade financeira do instituto e cobrar esclarecimentos detalhados sobre investimentos, governança e a atual estrutura de custeio da folha de inativos.
Foco no Banco Master e Recuperação de Ativos
Um dos pontos centrais da pauta foi o pedido de informações sobre as medidas adotadas para recuperar valores investidos no Banco Master. As entidades questionaram a cúpula do órgão sobre:
- As providências administrativas tomadas para reaver os recursos;
- A instauração de processos para apurar responsabilidades internas;
- Se os fatos foram formalmente comunicados ao Ministério Público e às autoridades policiais.
O movimento também criticou os atuais mecanismos de compliance do instituto, argumentando que os modelos de controle interno falharam ao não evitar perdas significativas de patrimônio dos servidores.
Crise dos Royalties e Dependência do Tesouro
O impacto da retirada dos royalties do petróleo da cesta de receitas diretas do Rioprevidência também dominou as discussões. Com a transferência desses recursos para o Tesouro Estadual, os representantes das entidades buscaram dados exatos sobre o percentual da folha de pagamentos que hoje depende de aportes diretos do Governo do Estado.
A preocupação manifestada foi a de que o pagamento de aposentadorias e pensões esteja perdendo sua autonomia financeira, tornando-se cada vez mais dependente de complementações orçamentárias externas.
Proposta de Mesa Permanente
Durante a audiência, o FOSPERJ apresentou formalmente a proposta de criação de uma Mesa Permanente de Mediação e Conciliação. A ideia é estabelecer um canal de diálogo contínuo e institucionalizado, garantindo que os representantes dos servidores tenham voz ativa na fiscalização da gestão financeira do fundo.
A reunião, que teve participação restrita devido ao espaço físico, encerrou-se com a promessa de análise das demandas pela presidência interina, enquanto os servidores mantêm o estado de alerta sobre a sustentabilidade previdenciária do Rio de Janeiro.






