Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) iniciam, nesta quarta-feira (7), uma greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica a valorização profissional e a reestruturação da carreira, alegando o descumprimento de compromissos firmados anteriormente pelo governo estadual.
A paralisação foi aprovada com mais de dois terços dos votos dos filiados presentes na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Sindicato dos Servidores do Detran (Sindetran), realizada no último dia 25.
O movimento reflete o acirramento de um impasse que se arrasta ao longo de todo o ano, acumulando uma série de mobilizações anteriores. O primeiro grande sinal de desgaste ocorreu ainda no mês de abril, quando os servidores cruzaram os braços por 11 dias em uma manifestação que visava garantir melhores condições de trabalho e os direitos assegurados pelo processo do acordo judicial do dissídio de greve de 2022.
Sem avanço nas negociações, a categoria voltou a paralisar as atividades em agosto por 48 horas, motivada pelo não cumprimento do acordo inicial de reestruturação do plano de carreira. Na ocasião, os funcionários chegaram a estender faixas pedindo a intervenção do governador interino Ricardo Couto, que também preside o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). Mais recentemente, em setembro, os trabalhadores realizaram mais uma paralisação de advertência, que durou três dias.
De acordo com a legislação, a categoria deve garantir o funcionamento de, pelo menos, 30% do contingente de trabalhadores por se tratar de um serviço essencial. Com base no histórico das paralisações anteriores deste ano, o atendimento deve sofrer impactos localizados. Os exames práticos e eletrônicos, que dependem diretamente do funcionalismo estatutário, devem ficar suspensos. Por outro lado, as atividades operadas por funcionários terceirizados — como o atendimento para identificação civil, emissão de identidades e de habilitações — tendem a ser mantidas.








