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Sindicato dos Médicos aciona Justiça por atrasos salariais em unidades de saúde do Rio

Entidade e deputado Jari Oliveira cobram governo estadual após denúncias de pagamentos em atraso em hospitais e UPAs administrados por OS

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Reprodução

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro decidiu acionar judicialmente o governo do estado devido a atrasos no pagamento de profissionais da saúde que atuam em unidades da rede estadual. A definição ocorreu em conjunto com o deputado estadual Jari Oliveira (PSB), durante reunião realizada na quinta-feira (09), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O parlamentar informou que, paralelamente à iniciativa judicial do sindicato, já levou o caso ao Ministério Público do Trabalho, diante da gravidade das denúncias envolvendo médicos e outros trabalhadores da saúde. Ele também já havia oficiado a secretaria estadual de Saúde.

Reunião na Alerj

O encontro ocorreu no gabinete do deputado e contou com a presença de representantes do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, entre eles o presidente Alexandre Telles e os diretores Sidney Teixeira e Ronaldo Costa. A reunião teve como foco principal os atrasos salariais enfrentados por profissionais que atuam em unidades administradas pela Organização Social Ideas.

Segundo os participantes, a situação mais crítica envolve médicos do Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, mas o problema também se repete em outras unidades sob gestão da mesma organização social, como a UPA do Colubandê e o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, além do Hospital Estadual Prefeito João Batista Caffaro, em Itaboraí.

Denúncias de salários em atraso

De acordo com relatos, médicos que atuam nessas unidades ainda não receberam os salários referentes ao mês de novembro de 2025, e o pagamento de dezembro está próximo do vencimento. Oliveira afirmou que, diante das informações recebidas, decidiu acionar o Ministério Público do Trabalho para apurar o caso.

Durante a reunião, o parlamentar criticou a situação enfrentada pelos profissionais da saúde e defendeu a adoção de medidas legais para garantir o pagamento dos salários atrasados.

Ação judicial e cobrança ao governo

O presidente do Sindicato dos Médicos, Alexandre Telles, afirmou que a entidade irá ingressar com as medidas judiciais cabíveis para cobrar a regularização dos pagamentos. Segundo ele, a atuação do sindicato buscará assegurar os direitos dos médicos e dos demais profissionais da saúde afetados pelos atrasos.

“É um absurdo o que essas organizações sociais têm feito com os trabalhadores da saúde. O sindicato adotará as medidas cabíveis na Justiça do Trabalho e no Ministério Público para garantir os direitos dos médicos e dos demais profissionais da saúde”, destacou Telles.

O deputado também alertou para a situação dos outros trabalhadores do Hospital Zilda Arns, que deveriam ter recebido os salários referentes ao mês de dezembro, mas que, até o momento da reunião, ainda não haviam sido pagos. O deputado afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências dos responsáveis.

“Os médicos estão praticamente dois meses sem receber. Tenho certeza de que, por meio de uma ação civil do sindicato, o governo e a OS vão cumprir o seu dever, que é pagar os profissionais que atuam na linha de frente salvando vidas”, afirmou o deputado.

Posição do governo

A Secretaria de Estado de Saúde informou por meio de nota que os repasses para o Instituto Ideas estão em dia e que semana passada notificou a OSS cobrando a regularização imediata dos pagamentos.

Ainda segundo o comunicado, nesta sexta-feira o instituto informou que realizou os pagamentos. “Cabe ressaltar que o descumprimento das notificações administrativas pode gerar aplicação de penalidades contratuais, incluindo multas e até a rescisão de contrato”, concluiu.