Sindicatos da Argentina articulam uma nova paralisação nacional para esta sexta-feira (27), data em que o Congresso deve discutir dois projetos considerados prioritários pelo presidente Javier Milei.
Além da mobilização sindical, uma greve de trabalhadores da aviação por reajuste salarial deve impactar voos ao longo de toda a semana, ampliando os efeitos da crise política e trabalhista no país.
O Senado da Argentina deve analisar a proposta que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. Também está prevista a votação das alterações feitas pela Câmara no texto da reforma trabalhista, aprovadas no último dia 20.
O governo, que conta com apoio de uma coalizão no Congresso, pretende aprovar as duas matérias antes do domingo (1º), quando Milei fará o discurso de abertura das sessões ordinárias do Legislativo em 2026.
São esperados protestos em frente ao Congresso Nacional da Argentina, em Buenos Aires. Manifestações anteriores na região terminaram em confrontos com a polícia.
Orientação à imprensa e alerta para repressão
No último dia 19, o governo federal orientou veículos de comunicação a adotarem “medidas de segurança” durante a cobertura dos protestos, citando risco de episódios violentos.
Em comunicado, o Ministério da Segurança da Argentina recomendou que jornalistas evitem se posicionar entre manifestantes e forças de segurança. A pasta também informou que será criada uma “zona exclusiva” para a imprensa em ruas laterais da praça em frente ao Parlamento.
“Diante de atos de violência, nossas forças agirão”, diz o texto oficial.






