A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ele é investigado sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que teria movimentado R$ 146,5 milhões em propina.
A decisão, determinada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, foi acompanhada pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques durante julgamento em sessão virtual, iniciada nesta sexta-feira (24/04).
A prisão foi cumprida pela Polícia Federal na última semana, no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo as investigações, há indícios de que Costa teria atuado em benefício do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em negociações envolvendo a aquisição de ativos pela instituição financeira.
De acordo com Mendonça, a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem econômica, evitar interferências na investigação e assegurar a aplicação da lei. O ministro também destacou riscos como possível destruição de provas, ocultação de bens e alinhamento de versões entre investigados.
A Procuradoria-Geral da República aponta que o ex-dirigente teve papel central no esquema e que parte dos valores investigados já teria sido paga. A defesa de Paulo Henrique Costa, por sua vez, considera a prisão desnecessária e classifica a medida como exagerada.
O julgamento segue em ambiente virtual e deve ser concluído ainda nesta sexta-feira.






