A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter preso o advogado Alessandro Carracena, ex-secretário de Esportes do governo do Rio de Janeiro, investigado por suspeita de ligação com o Comando Vermelho (CV). Ele foi alvo das operações Zargun e Anomalia, que apuram possíveis relações políticas da facção criminosa no estado e casos de tráfico de influência.
A decisão foi tomada por unanimidade em julgamento virtual. Os ministros acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, e rejeitaram o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Carracena.
O colegiado também negou a solicitação para que fossem consideradas ilícitas provas obtidas durante as investigações a partir de informações encontradas no celular do advogado.
Em seu voto, Moraes afirmou não haver “indícios ou evidências concretas” de irregularidades no acesso às provas. O ministro também rejeitou o argumento da defesa de que poderia ter ocorrido violação do sigilo das comunicações profissionais de Carracena em razão de sua atuação como advogado.
Outros investigados continuam presos
No mesmo julgamento, a Primeira Turma do STF analisou pedidos apresentados por outros investigados na Operação Anomalia.
O policial militar Flávio Cosme Menezes Pereira teve o pedido rejeitado e continuará preso. Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor parlamentar, também permanecerá detido em uma penitenciária federal.
As operações Zargun e Anomalia investigam suspeitas de articulação entre integrantes do crime organizado e agentes públicos, além de possíveis esquemas envolvendo tráfico de influência e relações políticas no Rio de Janeiro.








