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STF mantém prisão de policial penal acusado de homicídio em Campo Grande

Corte rejeita novo recurso da defesa e mantém prisão preventiva de Aladim Silva Fagundes por morte de mecânico na Zona Oeste do Rio

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Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a rejeitar recurso do policial penal Aladim Silva Fagundes, acusado de participar de um ataque a tiros em 2024, que causou a morte de um mecânico em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e manteve sua prisão preventiva. A ministra Cármem Lúcia negou seguimento do recurso da defesa do policial. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta segunda-feira (26).

Para a ministra, relatora do caso no STF, não há demora ilegal no andamento do processo, e a gravidade do crime justifica a manutenção da prisão para garantia da ordem pública.

Crime ocorreu durante a madrugada

O caso aconteceu na madrugada de 7 de julho de 2024. De acordo com a acusação, Aladim e outros dois homens — Márcio Barcellos Armstrong, conhecido como Caveirinha, e Harley de Libero Carlos — teriam invadido uma residência na Rua das Árvores, por volta das 6h40.

No local, Helton Romão de Souza foi executado a tiros e morreu na hora. Letícia das Neves de Souza Campos também foi baleada, mas conseguiu fugir para a varanda e pedir socorro, sobrevivendo ao ataque.

Motivação seria dívida

O Ministério Público aponta que o crime foi motivado por uma dívida ligada à venda de drogas e a um serviço mecânico não concluído. As investigações indicam que o grupo se aproveitou do momento de descanso das vítimas e da superioridade numérica para realizar a emboscada, impedindo qualquer reação.

STF rejeita tese da defesa

A defesa de Aladim alegava que o réu está preso há mais de um ano sem conclusão da primeira fase do processo e pediu a substituição da prisão por medidas cautelares. No entanto, a ministra Cármen Lúcia destacou dois pontos centrais para negar o pedido:

  • Repetição de argumentos: o mesmo pedido já havia sido analisado e negado pelo STF em dezembro de 2025;
  • Ritmo regular do processo: parte do tempo de tramitação se deve a diligências solicitadas pela própria defesa, afastando a tese de inércia da Justiça.

Em dezembro, a 1ª Turma do STF, por unanimidade, já havia mantido a prisão preventiva de Aladim pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Prisões e investigação

Aladim foi preso em setembro de 2024, junto com Harley de Libero Carlos. Imagens de câmeras de segurança mostram os suspeitos chegando em um Onix branco, entrando na casa da vítima e saindo minutos depois. A Polícia Civil identificou o veículo como pertencente a Aladim.

Durante buscas na residência do policial penal, os agentes apreenderam três armas de fogo e munições de diferentes calibres. O terceiro suspeito, Márcio Barcellos Armstrong (Caveirinha), segue foragido.