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STF nega pedido de liberdade do deputado Thiago Rangel após descoberta de intimidação

O deputado foi preso sob suspeita de chefiar um esquema de desvios de recursos na Secretaria de Educação.

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reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de liberdade do deputado Thiago Rangel (Avante), preso desde maio por suspeita de desvios na Educação do estado.

O STF manteve a prisão depois que a Polícia Federal (PF) descobriu mensagens de intimidação enviadas pelo político à nova secretária de Educação. Conversas obtidas pela investigação mostram outros episódios de planejamento de ataques a desavenças políticas.

O parlamentar do Avante foi preso no começo de maio suspeito de chefiar um esquema de desvios na Secretaria Estadual de Educação.

De acordo com a PF, obras em escolas nas regiões sob influência do deputado eram direcionadas para empresas ligadas ao grupo criminoso.

O escândalo das reformas sob suspeita de superfaturamento, num sistema sem transparência que gastou mais de R$ 1 bilhão. Logo depois, o governo mudou a cúpula da secretaria. Saiu a secretária Roberta Barreto e entrou como titular da pasta Luciana Calaça.

A nova secretária foi procurada por Thiago Rangel pouco tempo depois de assumir o cargo. A PF descobriu que, na véspera de ser preso, o deputado mandou mensagens para ela. De acordo com a investigação, ele fez cobranças em tom de ameaça depois de uma série de demissões na secretaria.

Thiago Rangel escreveu: “Boa tarde, secretária. A indicação do Noroeste partiu do deputado Jair Bittencourt. Só estou passando para lhe dizer que, além da falta de respeito, isso não vai ficar assim. Desculpe o desabafo, mas quem fez errou muito”.

De acordo com a investigação, ele se referia à perda de cargos nas diretorias regionais de educação do Norte e Noroeste. A secretária Luciana Calaça manteve as mudanças e prestou depoimento à PF para informar sobre as mensagens.

Em áudios obtidos pela investigação, Thiago Rangel dava ordens à então diretora regional do Noroeste, Jucia Gomes de Souza Figueiredo, que também está presa. “Tudo que acontecer dentro da regional eu quero saber. Eu não tenho que dar satisfação a ninguém. O deputado sou eu. A indicação é minha e quem manda sou eu.”

Conversas mostram também como o grupo agia diante de desavenças.

Quando Thiago Rangel ainda era vereador em Campos, em 2021, seu assessor e braço direito Fábio Azevedo enviou a ele uma publicação numa rede social, que tinha críticas à atuação parlamentar. Rangel disse: “Vou dar um jeito nele. Onde ele mora? Me arruma o endereço, vou mandar uma surpresa”. Fábio respondeu por áudio que iria dar um jeito de descobrir. O parlamentar disse: “Depois de 12 tiros no portão, o recado está dado.”