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Sucesso do Al-Hilal é fruto de plano saudita para mudar imagem do país

Futebol tem sido usado pela Arábia Saudita como parte do plano Visão 2030, que tem como objetivo reposicionar o país no cenário global

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A heroica classificação do Al-Hilal na Copa do Mundo de Clubes FIFA é o resultado direto de um plano da Arábia Saudita que usa o futebol, e outros esportes, para promover o país ao redor do mundo e esconder críticas que recaem sobre o governo saudita. Com uma premiação bilionária, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA é dividida por fases, número de vitórias e de empates.

Cada um dos 32 clubes da competição recebeu US$ 15,2 milhões pela participação. Na fase de grupos, os times receberam US$ 2 milhões por cada vitória, e US$ 1 milhão pelo empate. Os times que se classificaram para as oitavas de final receberam uma premiação de US$ 7,5 milhões. Aqueles que, assim como o Al-Hilal, passaram para as oitavas ganham um adicional de US$ 13,125 milhões.
Quem se classificar para a semifinal do torneio vai receber US$ 21 milhões. O segundo colocado da competição ganhará US$ 30 milhões. O campeão recebe US$ 40 milhões. Ao todo, o Al Hilal venceu uma vez e empatou dois jogos na fase de grupos. Somada a premiação por vitórias e empates, com a ida às oitavas e quartas de final do torneio, o time saudita faturou US$ 39,825 milhões. Mais de R$ 217 milhões em real brasileiro.

Ao lado do Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli, o Al-Hilal foi comprado pelo governo saudita em 2023, como parte da estatização do futebol no país. Controlado pelo príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman, o Fundo de Investimento Público (PIF) foi responsável por adquirir uma gorda fatia de 75% de cada um dos clubes, passando a operação dos mesmos para as mãos do Estado.

Naquele ano, o investimento no Al-Hilal em jogadores disparou, e atingiu a casa dos € 285,4 milhões — algo em torno de R$ 1,7 bilhões de reais na cotação atual. O atacante brasileiro Neymar Júnior foi a principal contratação do time saudita, e chegou ao clube por € 90 milhões (quase R$ 500 milhões de reais).

Com a vitória sobre o poderoso Manchester City de Guardiola, e a ida às quartas de final da competição, o Al-Hilal conquistou mais de US$ 39 milhões de reais em premiações até o momento. Dinheiro que, na teoria, retornará aos cofres sauditas por meio do PIF, e um valor que não cobre os cerca de US$ 1 bilhão investidos pelos sauditas na competição, também por meio do fundo estatal.

Visão 2030
Segundo o príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman, o PIF é, atualmente, um dos principais impulsionadores do crescimento econômico da Arábia Saudita.

Além do futebol, os investimentos via fundo também atingem outros esportes, por meio da organização de grandes eventos como etapas da Fórmula 1, o mundial de clubes de 2023 e a Copa do Mundo de 2034.

O fundo, que já injetou bilhões no futebol do país, é parte do plano Visão 2030 que tem um objetivo claro: reformular a economia saudita, ainda muito dependente do setor petrolífero, e mudar a percepção do país no exterior.