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SUS realiza maior mutirão da história com mais de 100 mil procedimentos, diz Padilha

Ação ocorreu no fim de semana e concentrou cirurgias e exames complexos em 188 hospitais do país

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Reprodução

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, no último fim de semana, a maior mobilização de atendimentos de sua história, com a realização de mais de 100 mil procedimentos em todo o país. Desse total, cerca de 60 mil corresponderam a cirurgias e exames complexos, concentrados em apenas dois dias de ação intensiva, segundo balanço apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no programa Bom Dia Ministro, da EBC.

A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pelo governo federal para enfrentar as longas filas por consultas, exames e cirurgias eletivas. Ao todo, 188 hospitais participaram do mutirão, incluindo Santas Casas, entidades filantrópicas, hospitais universitários da Rede Ebserh e unidades federais ligadas ao Ministério da Saúde.

“Esse fim de semana foi um fim de semana histórico para o SUS porque a gente, de fato, realizou o maior mutirão da história do SUS. Nunca foram feitos tantas cirurgias eletivas, aquelas que não são de urgência”, afirmou Padilha. Segundo ele, a mobilização envolveu profissionais de saúde que, em condições normais, atuariam apenas em atendimentos de urgência aos sábados e domingos.

O ministro detalhou que muitos dos pacientes atendidos aguardavam há meses ou até anos por procedimentos. “Mobilizaram todos os profissionais para que a gente pudesse operar pessoas que estavam há meses, algumas até anos esperando. Quando a gente pega tudo que teve de atendimento, foram mais de 100 mil atendimentos, cerca de 60 mil entre cirurgias e exames complexos que têm que ser feitos dentro do espaço hospitalar. Então, foi uma grande mobilização e não é só uma ação pontual”, destacou.

Estruturado em parceria com estados e municípios, o Agora Tem Especialistas utiliza tanto a rede pública quanto a privada para ampliar a capacidade de atendimento local. O programa prevê o credenciamento de clínicas e hospitais privados e filantrópicos em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. A meta é ampliar em até 30% os atendimentos e reduzir o tempo de espera em policlínicas, UPAs, ambulatórios e centros cirúrgicos.

Padilha explicou que a iniciativa também introduziu mudanças no financiamento dos procedimentos. “A gente está fazendo três grandes mutirões nacionais por ano, mas ao longo do ano nós criamos pelo Agora Tem Especialistas uma tabela, um valor diferente. A tabela do Agora Tem Especialistas chega a ser duas, três vezes maior do que a antiga tabela SUS. Isso estimula os estados, municípios e hospitais filantrópicos a se organizar, contratar as equipes para fazer essas cirurgias”, disse.

Outra novidade destacada pelo ministro é a participação de hospitais privados que antes não atendiam pelo SUS. “Eles podem trocar suas dívidas ou reduzir pagamento de impostos se eles fizerem mais cirurgias, mais exames, abrir as portas para o SUS. Isso está crescendo, reduzindo esse tempo de espera de quem está aguardando há tanto tempo para o atendimento”, explicou.

O próximo grande mutirão nacional do programa já tem data prevista. De acordo com Padilha, a ação será realizada em março de 2026, com foco específico na saúde da mulher. “Tem muitas mulheres que esperam para uma cirurgia de mioma, de endometriose, cirurgias para definir o diagnóstico do câncer, cirurgias de problema de incontinência urinária, que esses mutirões podem rapidamente cuidar desses casos”, afirmou.

Além dos mutirões hospitalares, o programa mantém uma frota de 39 carretas especializadas, voltadas principalmente à saúde da mulher, exames de imagem e atendimento oftalmológico. As unidades móveis atuam em regiões de difícil acesso e com baixa oferta de serviços especializados.

“Aqui no DF a gente teve uma experiência muito positiva com as carretas do programa Agora Tem Especialistas. A primeira edição delas ficou em Ceilândia. Mulheres puderam fazer mamografia, biópsia para o diagnóstico do câncer, ultrassom, exames do câncer do colo de útero. Ficou lá 30 dias e atendeu centenas de mulheres”, relatou o ministro.