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Tebet recebe convite do PSB e discute com Lula candidatura em São Paulo

Ministra do Planejamento pode deixar o MDB após 27 anos dentro da estratégia eleitoral de Lula para 2026

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Reprodução

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, tornou-se um dos principais nomes no radar do Palácio do Planalto para a disputa eleitoral em São Paulo em 2026. Cortejada por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela recebeu um convite formal do PSB para concorrer no estado e deve conversar com o presidente até o fim do mês para definir seu futuro político.

A articulação faz parte da estratégia de Lula para montar um palanque competitivo em São Paulo, que concentra cerca de 33,5 milhões de eleitores e é considerado decisivo para a tentativa de reeleição presidencial. A ideia é atrair um nome com perfil de centro e projeção nacional, capaz de dialogar com eleitores fora da base tradicional do PT.

Conversa com Lula e estratégia eleitoral
O pedido de uma conversa reservada partiu do próprio presidente, durante encontro com Tebet na Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, no fim do ano passado. Desde então, os dois acertaram que o início de 2026 será o momento para discutir o papel eleitoral da ministra.

Aliados relatam que Tebet já avisou a seu grupo político que estará ao lado de Lula na disputa presidencial e que aceitará a missão que lhe for proposta, seja para concorrer ao Senado, compor uma chapa majoritária ou até disputar o governo paulista.

Saída do MDB entra no radar
A eventual candidatura em São Paulo, porém, pode levar Tebet a deixar o MDB, partido ao qual é filiada há 27 anos. A legenda comanda a Prefeitura da capital com Ricardo Nunes e apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), nomes alinhados à oposição nacional.

Dentro desse cenário, emedebistas avaliam que não haveria espaço para uma candidatura de Tebet em São Paulo com apoio de Lula. Permanecer no partido significaria, na prática, disputar uma vaga pelo Mato Grosso do Sul, estado que ela já representou no Senado.

PSB se movimenta para filiação
Com a possibilidade de mudança de legenda, o PSB avançou e formalizou o convite. Dirigentes do partido veem Tebet como um nome estratégico para fortalecer bancadas e ampliar a presença da sigla em São Paulo.

A ministra já ampliou a interlocução com quadros do PSB, incluindo reuniões com a deputada Tabata Amaral e gestos públicos de aproximação. Embora descarte migrar para o PT, aliados apontam o PSB como o caminho mais viável caso haja troca partidária.

Decisão dependerá de pesquisas
A definição final dependerá da avaliação de Lula, guiada por pesquisas eleitorais que medem a viabilidade de Tebet e de outros nomes cotados, como Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Márcio França e Marina Silva. A palavra do comando nacional do PSB também será decisiva na costura política.

Apesar das incertezas, aliados do Planalto veem Tebet como um trunfo eleitoral por seu desempenho no debate público e pelo perfil moderado, capaz de ampliar alianças em um estado-chave para 2026.