Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Castro inaugura centro de exames Rio Imagem Lagos no interior do estado
Costa do Sol
Castro inaugura centro de exames Rio Imagem Lagos no interior do estado
Grupo é preso por espancar capivara na Zona Norte do Rio; animal está em estado grave
Rio de Janeiro
Grupo é preso por espancar capivara na Zona Norte do Rio; animal está em estado grave
Datafolha mostra eleitor inseguro e pessimista a meses das eleições
Brasil
Datafolha mostra eleitor inseguro e pessimista a meses das eleições
Rio de Janeiro institui banco de DNA para investigações e busca por desaparecidos
Estado
Rio de Janeiro institui banco de DNA para investigações e busca por desaparecidos
Angra dos Reis escolhe Menino Imperador da Festa do Divino 2026
Angra dos Reis
Angra dos Reis escolhe Menino Imperador da Festa do Divino 2026
PGR denuncia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco
Brasil
PGR denuncia ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco
Após 11 anos, Carnaval volta às ruas de Nova Iguaçu com desfile na Via Light
Nova Iguaçu
Após 11 anos, Carnaval volta às ruas de Nova Iguaçu com desfile na Via Light

The Guardian, Financial Times e NYT destacam reação global à operação no Rio

Ação ocorreu às vésperas da COP30 e reacendeu o debate sobre violência policial no país.

Siga-nos no

A imprensa internacional repercutiu amplamente a megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou pelo menos 64 mortos, incluindo quatro policiais. Jornais de diferentes países destacaram o impacto da ação, classificada como a mais letal da história da cidade.

O jornal britânico The Guardian afirmou que a ofensiva representou o “pior dia de violência da história do Rio”, descrevendo intensos tiroteios em favelas que abrigam cerca de 300 mil pessoas. A publicação destacou ainda que, pela primeira vez, o CV teria usado drones armados para lançar explosivos contra equipes policiais, além de ressaltar o poder de fogo da facção, que perdeu mais de 90 fuzis automáticos apreendidos na operação.

O também britânico Financial Times apontou que a operação “mais letal da história da cidade” evidencia o crescimento do crime organizado no Brasil e na região, e associou o contexto à expansão do narcotráfico impulsionada pelo consumo de cocaína na Europa e nos EUA. O jornal lembrou ainda que autoridades americanas cogitam classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.

Nos Estados Unidos, o The New York Times reproduziu a fala do governador Cláudio Castro, que chamou os criminosos de “narcoterroristas”, e observou que o termo se aproxima da retórica do governo Donald Trump no combate às drogas na América Latina. O jornal interpretou a declaração como uma estratégia política de Castro, aliado de Jair Bolsonaro, para reforçar sua imagem diante do eleitorado conservador.

A publicação também destacou os efeitos imediatos na cidade, com bloqueios em vias, aulas suspensas, empresas de ônibus recolhendo frotas e até o acesso ao aeroporto internacional temporariamente interditado.

Já o El País, da Espanha, destacou que o nível de violência foi “extraordinário até para os moradores locais”, lembrando que o Rio, “cidade acostumada à desigualdade e à violência”, viveu um episódio fora de proporção. O jornal observou ainda que a ação ocorreu às vésperas da COP30, evento global sobre mudanças climáticas que será sediado em Belém (PA).

A publicação espanhola também frisou que a polícia brasileira é uma das mais letais do mundo, responsável por cerca de 10% das mortes violentas do país, embora o uso de câmeras corporais tenha reduzido parcialmente os índices de letalidade nos últimos anos.

A repercussão internacional da megaoperação reforça a preocupação global com o uso da força em favelas cariocas e o impacto das ações policiais em comunidades marginalizadas, reacendendo o debate sobre segurança pública, direitos humanos e política de drogas no Brasil.