A Prefeitura do Rio divulgou o primeiro balanço da operação Tolerância Zero, realizada em parceria com o Governo do Estado para reforçar o ordenamento urbano nas praias da Zona Sul. Entre a implantação do programa, na última quinta-feira (16), e o sábado (18), 153 ambulantes foram abordados ao longo dos oito quilômetros de orla entre Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon.
De acordo com os dados parciais, as equipes de fiscalização apreenderam seis triciclos, 14 carrocinhas, três veículos usados como depósitos, além de 178 bebidas sem comprovação de procedência e 198 alimentos sem identificação de origem.
Segundo a administração municipal, a iniciativa tem como foco combater a ocupação irregular do espaço público e desarticular esquemas de extorsão ligados ao comércio ambulante. A prefeitura afirma que organizações criminosas atuam em parte da orla e que as ações são realizadas com apoio das forças de segurança.
O programa, porém, é contestado pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão ingressou com uma ação na Justiça pedindo a suspensão da iniciativa e a elaboração de um plano conjunto entre a União e o município para a gestão das praias. A proposta, segundo o MPF, deve reunir medidas de ordenamento urbano, enfrentamento ao crime organizado e proteção aos direitos dos trabalhadores ambulantes.
Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Júlio Araújo, sustenta que a Prefeitura do Rio implementou uma política permanente de fiscalização sem observar as normas federais que disciplinam a gestão das praias, áreas classificadas como bens da União.








