Familiares confirmaram neste sábado (3) que os quatro corpos encontrados enterrados em Biguaçu, na Grande Florianópolis, são dos jovens de Minas Gerais que estavam desaparecidos desde o fim de dezembro. O reconhecimento foi feito por meio de tatuagens, segundo relato de Sílvia Aparecida do Prado, mãe de uma das vítimas, que acompanha as investigações em Santa Catarina.
Apesar do reconhecimento pelas famílias, a Polícia Científica ainda não divulgou a confirmação oficial. De acordo com as autoridades, os laudos periciais seguem em andamento para atestar formalmente a identidade das vítimas. As informações foram divulgadas inicialmente pelo g1.
Os corpos foram localizados na manhã deste sábado e apresentavam sinais de violência, além de estarem amarrados. A Polícia Militar informou que o local onde os jovens estavam enterrados fica em uma área de mata, o que reforça a suspeita de execução.
Identificação das vítimas e investigação
Segundo a Polícia Militar, as vítimas são Bruno Máximo da Silva, de 28 anos; Daniel Luiz da Silveira, também de 28; Guilherme Macedo de Almeida, de 20; e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19. Todos eram naturais de Minas Gerais e haviam viajado juntos para Santa Catarina.
A Polícia Civil da Grande Florianópolis afirmou que todos os indícios reunidos até o momento apontam para a identidade dos jovens desaparecidos. No entanto, o órgão aguarda a conclusão dos exames periciais para a confirmação oficial e para avançar na apuração das circunstâncias do crime.
As investigações seguem sob sigilo, e as autoridades ainda não divulgaram informações sobre suspeitos ou a possível motivação do assassinato múltiplo. Novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.
Sonhos interrompidos e busca por oportunidades
De acordo com os familiares, os quatro jovens haviam deixado o Sul de Minas em busca de trabalho e melhores condições de vida em Santa Catarina. A viagem foi motivada pela expectativa de emprego e pela promessa de um futuro mais estável.
Bruno Máximo planejava iniciar um novo trabalho como soldador e tinha o sonho de levar a mãe para morar perto do mar. Daniel Luiz saiu de casa com a promessa de ajudar financeiramente os pais assim que estivesse empregado.
Guilherme Macedo, também soldador, falava em conquistar independência financeira, enquanto Pedro Henrique, o mais novo do grupo, estava animado com um emprego em restaurante e planejava comprar uma moto. Os planos foram interrompidos de forma brutal, gerando comoção entre familiares e amigos.






