O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Claudio de Mello Tavares, afirmou que a Corte está preparada para realizar uma eventual eleição direta ao governo do estado, caso haja determinação do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o tribunal também tem intensificado ações para combater a influência do crime organizado no processo eleitoral.
As declarações foram dadas em entrevista ao jornal O Globo, em meio às discussões sobre a possibilidade de um novo pleito para um mandato-tampão no Executivo estadual.
De acordo com Tavares, o TRE-RJ criou um grupo de trabalho permanente, em parceria com instituições como o Ministério Público, forças policiais e órgãos de segurança, para monitorar candidaturas com indícios de ligação com organizações criminosas. A proposta é produzir relatórios de inteligência que possam embasar eventuais pedidos de impugnação feitos pelo Ministério Público Eleitoral.
O presidente do tribunal ressaltou que já há precedentes de candidaturas barradas com base em provas consideradas robustas, mesmo sem condenação em segunda instância, destacando a necessidade de rigor diante do cenário do Rio de Janeiro.
Outra frente de atuação envolve a reorganização de locais de votação em áreas sob influência de facções ou milícias. Levantamentos indicam que mais de 250 pontos estão nessas regiões, e parte deles já foi transferida para garantir maior segurança aos eleitores.
Sobre a possibilidade de novas eleições, Tavares afirmou que a estrutura do tribunal está apta a atender rapidamente a qualquer decisão judicial, embora reconheça o alto custo de um novo pleito.
Além disso, o TRE-RJ tem promovido ações para regularizar a situação de cerca de 500 mil eleitores com pendências no cadastro, incluindo atendimentos ampliados e postos itinerantes em diferentes regiões, com o objetivo de aumentar a participação nas próximas eleições.






