O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) registrou cinco prisões por crimes eleitorais neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Entre os casos está o de um policial militar detido em Três Rios, suspeito de vender o próprio voto, e o de uma fiscal do Partido Liberal (PL) flagrada fazendo boca de urna na Zona Sul do Rio.
Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, o policial militar foi flagrado tentando fotografar o voto na cabine eleitoral. Com ele, foram encontrados 114 reais. De acordo com o tribunal, a investigação apontou que o agente havia vendido o voto.
Outro caso ocorreu no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, na região do Catete, onde uma fiscal do PL foi conduzida à Superintendência da Polícia Federal, suspeita de tentar convencer eleitores a votar em determinado candidato.
Durante coletiva de imprensa, o presidente do TRE-RJ também comentou os problemas no transporte público de São Gonçalo. Segundo ele, a redução da frota de ônibus levou a Justiça Eleitoral a determinar que as empresas normalizassem o serviço, sob pena de multa de 500 mil reais por hora. Ainda de acordo com o tribunal, a circulação foi normalizada ao longo da manhã.
O desembargador também lamentou a morte de um homem de aproximadamente 60 anos que sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto aguardava para votar em uma seção eleitoral de Maricá. O eleitor foi levado ao hospital, mas não resistiu.
No estado do Rio, cerca de 150 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,4% do total.
Em âmbito nacional, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou a prorrogação da votação até as 19h, no horário de Brasília, após relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes estados. A medida ampliou em duas horas o prazo inicialmente previsto para o encerramento da votação.








