O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova ofensiva econômica contra o Irã e ameaçou impor punições a países que contribuírem para manter a economia iraniana funcionando. A medida pretende ampliar o isolamento de Teerã e atingir empresas e instituições envolvidas em operações comerciais e financeiras com o país.
Em uma publicação na rede Truth Social, Trump classificou a estratégia como uma “guerra econômica” e afirmou que qualquer país que permita que empresas, instituições financeiras, aeroportos ou órgãos públicos ofereçam apoio ao Irã poderá sofrer “consequências econômicas enormes”.
O presidente americano citou entre as atividades que pretende combater o contrabando de petróleo, transferências de dinheiro, operações de câmbio, registros de navios e o uso de empresas de fachada. Trump, no entanto, não detalhou quais serão os instrumentos utilizados nem quais punições poderão ser aplicadas aos países que mantiverem relações com Teerã.
A nova ameaça também pode atingir parceiros comerciais do Irã, entre eles o Brasil.
Brasil mantém comércio bilionário com o Irã
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou US$ 2,9 bilhões em produtos para o Irã em 2025. Entre os principais itens estão milho, soja e açúcar.
No sentido contrário, as importações brasileiras de produtos iranianos somaram US$ 84,5 milhões no mesmo período. Ureia, pistache e uvas secas estão entre os produtos comprados pelo Brasil.
O resultado é um forte superávit comercial brasileiro na relação com o Irã. Por isso, uma eventual ampliação das sanções americanas contra países que mantêm negócios com Teerã poderá aumentar a atenção sobre as operações comerciais brasileiras.
Trump já havia anunciado, em janeiro, uma tarifa de 25% contra países que mantivessem negócios com o Irã. Agora, a nova ameaça sinaliza uma tentativa de elevar ainda mais a pressão econômica sobre governos e empresas que continuarem negociando com o país.








