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Donald Trump cancela ataques ao Irã e fala em acordo de paz

Cenário na região segue sob extrema tensão após dias de bombardeios mútuos.

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Foto: Reprodução

Em uma reviravolta de última hora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) o cancelamento de uma nova onda de ataques ao Irã que estava programada para ocorrer ao longo do dia. De acordo com o líder norte-americano, a decisão de recuar foi tomada após negociadores alcançarem um consenso sobre os “pontos finais” do acordo que visa encerrar a guerra no Oriente Médio.

O anúncio foi feito por meio de sua rede social, a Truth Social. Apesar do otimismo demonstrado, Trump não deixou claro se o Irã participou diretamente do consenso. Na publicação, ele limitou-se a afirmar que mediadores “e outros” concordaram com os termos apresentados, deixando uma margem de dúvida sobre a adesão de Teerã ao tratado.

Crise e a escalada militar

A atual crise entre as duas potências ganhou força após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na estratégica região do Estreito de Ormuz. Trump acusou imediatamente o Irã de ter derrubado a aeronave e prometeu uma forte retaliação.

O cenário rapidamente evoluiu para um confronto direto:

  • Primeira noite: Os EUA bombardearam sistemas de defesa aérea em território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou atacando uma base militar norte-americana no Bahrein.

  • Quarta-feira (10): Washington realizou um novo ataque contra posições iranianas, e Teerã respondeu lançando mísseis contra países do Golfo Pérsico.

O fechamento de Ormuz e o futuro da paz

A retaliação iraniana não ficou restrita aos mísseis. Teerã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas de petróleo mais vitais do mundo — e declarou publicamente que a postura dos EUA tornou o cessar-fogo em vigor “sem sentido”, complicando drasticamente a evolução das conversas diplomáticas.

O recuo de Trump nesta quinta-feira traz um alívio momentâneo aos mercados globais e à comunidade internacional, mas o real impacto do suposto acordo ainda depende da confirmação de que o Irã aceitará os termos propostos.