Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
TRE-RJ verifica sistema para as eleições e emite ‘zerésima’
Eleições 2026
TRE-RJ verifica sistema para as eleições e emite ‘zerésima’
“A gente deu a volta por cima”: líder no Datafolha, Benedita emociona em último vídeo antes da eleição
Eleições 2026
“A gente deu a volta por cima”: líder no Datafolha, Benedita emociona em último vídeo antes da eleição
Brasileiros começam a votar na Nova Zelândia e Austrália
Mundo
Brasileiros começam a votar na Nova Zelândia e Austrália
Em pronunciamento, presidente do TSE alerta para fake news
Brasil
Em pronunciamento, presidente do TSE alerta para fake news
Datafolha para o Senado no RJ, votos válidos: Benedita, 26%; Portinho, 19%; Jordy, 18%
Eleições 2026
Datafolha para o Senado no RJ, votos válidos: Benedita, 26%; Portinho, 19%; Jordy, 18%
Quaest mostra disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado no Rio
Eleições 2026
Quaest mostra disputa acirrada pelas duas vagas ao Senado no Rio
Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 42%, dos votos válidos na véspera da eleição
Brasil
Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 42%, dos votos válidos na véspera da eleição
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Trump descarta uso da força sobre a Groenlândia, mas pressiona por negociação imediata

Em discurso em Davos, presidente dos EUA afirma que não recorrerá ao poder militar, mas diz que a ilha é interesse central da segurança nacional americana

Siga-nos no

Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou nesta quarta-feira o uso da força militar para assumir o controle da Groenlândia, mas afirmou que busca “negociações imediatas” para discutir a incorporação do território, hoje ligado à Dinamarca. A declaração foi feita durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e colocou o tema no centro da crise diplomática entre Washington e aliados europeus.

Trump afirmou ter “enorme respeito” pelo povo da Groenlândia e da Dinamarca, mas sustentou que apenas os Estados Unidos seriam capazes de garantir a segurança da ilha, que classificou como estratégica para a defesa nacional americana.

Groenlândia como ponto central da segurança dos EUA

Segundo o republicano, a Groenlândia é um “interesse central de segurança nacional” e não está no radar de Washington por causa de minerais raros, mas por sua posição geopolítica. Ele voltou a criticar a Dinamarca, citando o episódio da Segunda Guerra Mundial em que os EUA defenderam a ilha da ocupação nazista.

“Eu não preciso usar força. Não quero usar força. Não vou usar força”, disse Trump, arrancando reações da plateia. Para ele, a incorporação do território “aumentaria a segurança de toda a Otan”.

Tensões com aliados e críticas à Otan

As declarações elevaram a preocupação entre líderes europeus sobre o impacto do tema na coesão da Otan. Trump voltou a cobrar que países aliados assumam mais responsabilidade pela própria defesa e afirmou que os EUA deram apoio excessivo à aliança ao longo das últimas décadas.

No mesmo discurso, o presidente americano criticou o Canadá e respondeu ao premiê Mark Carney, dizendo que o país “existe por causa dos Estados Unidos”. Também cobrou mudanças na política europeia de imigração, energia e comércio.

Economia, tarifas e discurso interno

Como antecipado pela Casa Branca, Trump abriu sua fala destacando resultados internos. Disse que a economia dos EUA está “em expansão”, que a inflação foi controlada e que o governo fechou a “fronteira aberta e perigosa”. Dados recentes, porém, indicam inflação anual acima da meta oficial.

O republicano voltou a defender a elevação de tarifas sobre países estrangeiros e criticou a agenda ambiental europeia, afirmando que o continente “não está indo na direção correta”.

Davos sob clima de contenção de danos

A chegada de Trump à Suíça ocorreu com atraso após problema técnico em sua aeronave, o que levou ao cancelamento de uma reunião com o chanceler alemão. Mesmo assim, sua presença dominou o fórum, que passou a ser usado por líderes europeus como espaço de reação às ameaças americanas.

Autoridades da União Europeia defenderam diálogo, mas alertaram que o bloco está preparado para responder a eventuais tarifas ou pressões ligadas à Groenlândia, reforçando a necessidade de autonomia estratégica.