O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não vai se meter na polêmica após o senador Flávio Bolsonaro (PL) se declarar “presidente eleito do Brasil” em uma carta divulgada nas redes sociais. Pouco depois, o parlamentar apagou a primeira versão do documento e publicou outra, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
Questionado por jornalistas sobre a declaração de Flávio, Trump foi direto ao descartar qualquer envolvimento no caso. “Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha”, afirmou. Apesar de dizer que não pretende interferir na controvérsia, o presidente americano declarou que a família Bolsonaro foi tratada de forma injusta no Brasil. Ele também negou ter conversado com Flávio após o resultado das eleições.
Na carta, o senador agradeceu a Trump e ao “maravilhoso povo americano” pelo acolhimento nos Estados Unidos. Flávio chegou ao país nesta quarta-feira, depois de passar pela Argentina. Segundo a reportagem, o documento de imigração do parlamentar registra uma autorização de permanência normalmente concedida por razões humanitárias.
Democratas criticam acolhimento de Flávio
A chegada do senador aos Estados Unidos provocou críticas de parlamentares democratas ao governo Trump. Nas redes sociais, congressistas questionaram o tratamento dado a Flávio e apontaram o que consideram contradições na política migratória americana.
O deputado Morgan McGarvey, do Kentucky, criticou a postura do governo. “A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu.
Já o senador Andy Kim, de Nova Jersey, comparou a situação de Flávio às restrições impostas a refugiados e imigrantes de outros países. Ele afirmou que o caso representa um exemplo de favorecimento político e criticou o tratamento dado pelo governo americano a outros grupos de imigrantes.








