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Trump pressiona Cuba e Díaz-Canel rejeita ultimato dos EUA

Presidente americano anuncia fim de apoio venezuelano a Havana e exige acordo; líder cubano reafirma soberania e rejeita críticas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez neste domingo (11/01) uma série de declarações contra Cuba em sua rede social Truth Social, afirmando que o país não receberá mais petróleo nem recursos financeiros da Venezuela e sugerindo que Havana busque um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”.

Trump afirmou que Cuba, que historicamente dependia do fornecimento venezuelano de petróleo e dinheiro, deixará de contar com esse apoio a partir de agora, em um contexto de forte pressão após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos EUA.

Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu nas redes sociais, afirmando que os Estados Unidos não têm “moral para apontar o dedo” e defendendo a soberania e a independência de Cuba. Segundo ele, o país não ameaça outras nações, mas está preparado para defender sua pátria “até a última gota de sangue”.

Díaz-Canel também afirmou que as dificuldades econômicas enfrentadas pela ilha são resultado de décadas de medidas de pressão dos EUA, e não de falhas internas, e criticou aqueles que responsabilizam a Revolução Cubana pelos problemas atuais.

A escalada de tensão ocorre em meio a uma crise econômica agravada pela redução do apoio de Caracas e pela longa história de embargo americano, colocando Cuba em uma posição de maior isolamento regional.