O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta sexta-feira (4) a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026. O evento na sede da Corte, em Brasília, representa uma das etapas de segurança e fiscalização da preparação do processo eleitoral.
O procedimento encerra a fase de compilação dos programas eleitorais, iniciada na última segunda-feira (31). Durante os últimos dias, os códigos-fonte e os demais componentes dos sistemas foram reunidos para a geração das versões oficiais dos programas que serão usados na eleição.
Entre os sistemas submetidos à assinatura e lacração estão os responsáveis pelo funcionamento das urnas eletrônicas, pelo registro dos votos, pela geração e transmissão dos boletins de urna e pelo recebimento, processamento, organização e totalização dos resultados.
Também fazem parte do procedimento programas ligados à segurança e à criptografia das informações, além de sistemas que dão suporte às auditorias realizadas antes, durante e depois da votação.
Durante a cerimônia, os programas recebem a assinatura digital do TSE. As entidades fiscalizadoras habilitadas também podem acompanhar o procedimento e, conforme as regras estabelecidas, assinar digitalmente os sistemas.
Após essa etapa, os programas são lacrados. O processo ocorre tanto de forma digital quanto física e busca garantir que as versões utilizadas durante as eleições sejam exatamente aquelas que passaram por inspeção e testes.
A assinatura digital gera os chamados hashes, códigos que funcionam como uma espécie de impressão digital dos programas. Esses códigos permitem verificar posteriormente se o sistema instalado e utilizado nas eleições é o mesmo que foi analisado e aprovado durante as etapas de fiscalização.
As mídias com as versões oficiais dos sistemas serão armazenadas na sala-cofre do TSE. Posteriormente, cópias serão encaminhadas aos Tribunais Regionais Eleitorais, responsáveis pela preparação das urnas eletrônicas em cada estado.
A cerimônia é acompanhada por instituições autorizadas a fiscalizar o processo eleitoral. Entre as entidades que solicitaram credenciamento estão a Polícia Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Tribunal de Contas da União e a Procuradoria-Geral Eleitoral.
A assinatura e a lacração fazem parte de uma série de procedimentos de segurança e transparência adotados pela Justiça Eleitoral para permitir o acompanhamento e a fiscalização dos sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026.








